O Comportamento de Jackson na Corte

O comportamento de Michael na corte

26 de fevereiro de 2005.

Semana passada, há apenas algumas horas antes da seleção do júri que decidirá seu caso, Michael Jackson estava relaxado o bastante para cogitar comprar um desenho de si mesmo de um artista do tribunal.Com a abertura no domingo das discussões num julgamento de abuso sexual que poderá colocá-lo na prisão e destruir uma carreira que ele construiu ao longo de toda uma vida, o comportamento do popstarna Corte não aparenta nenhum sinal de pânico.

Ele mostrou algum nervosismo dobrando lenços enquanto seus advogados questionavam possíveis jurados, e em outro momento batendo alto a unha do polegar embaixo da mesa da defesa. Ocasionalmente ficava animado nas reuniões em voz baixa com seus advogados, mas mesmo nessas discussões ele pareceu calmo. Seus ocasionais gestos com as mãos e dedos foram enfáticos mas graciosos, como seus famosos passos de dança.”Quanto mais relaxado ele se mostra, menos assustado ele aparenta. Se ele parecer assustado, vai parecer que ele tem algo a temer”, diz Laurie Levenson, professora da Loyola Law School.

“Ele é um grande comunicador e isso é parte do que o torna um superstar. Mas, se os jurados virem isso como falso, ele estará com problemas”.Na presença dos jurados, Jackson foi rápido em balançar a cabeça e sorrir, mas quieto e educado. Não houve nenhum sinal do homem maior que a vida que, após uma de suas primeiras aparições no tribunal, subiu numa van e dançou para as centenas de fãs vibrantes que se amontoavam do lado de fora.

Com a multidão se dissipando para um núcleo de pelo menos uns 20 reacionários que agora comparecem às suas datas no tribunal, a personalidade de Jackson se encolheu à escala humana. Ele é amigável com todos, conversando com as pessoas que trabalham na Corte e ocasionalmente com a imprensa.

Mesmo com seu advogado, Thomas Mesereau, perguntando repetidamente aos jurados sobre o mal causado pela cobertura “sensacionalista” da mídia que tem colocado a vida de Jackson “sob um microscópio”, ele tirou um momento terça-feira para educadamente responder a um repórter sobre um emblema em sua jaqueta.

Sua resposta sugeriu que ele não dá tanta atenção a seus elaborados trajes para ir ao tribunal como seus fãs e os repórteres dão. “O rapaz que cuida do meu guarda-roupa colocou isso aí”, ele diz.

Num encontro quarta-feira pela manhã com Bill Robles, um artista da corte cujo trabalho aparece nos jornais e na televisão, Jackson pediu seu cartão. Robles, como muitos artistas, exibia uma de suas ilustrações em seu cartão e, neste caso, havia um desenho de Jackson. O cantor, aparentemente lisonjeado, levou seu advogado Brian Oxman para negociar por alguns de seus trabalhos. Oxman propôs trocá-los por alguns autógrafos de Jackson. Robles disse na sexta que não tinha nenhuma opinião formada até então, mas que o cantor havia se virado e rido para ele, “dando-me uma boa impressão”.

Na maior parte do tempo, Jackson tem se focado intensamente em seu julgamento. Quando possíveis jurados chegaram, ele levantou e sorriu. Quando o questionário começou, ele balançou a cabeça e sorriu com as respostas dos jurados. Quando uma mulher reclamou que um amigo certa vez tocou tanto uma música sua que ela já estava louca, ele caiu na gargalhada. Jackson também sorriu quando um jurado disse que suas irmãs, Janet e La Toya, são muito bonitas.

O cantor esteve mais avidamente envolvido, entretanto, quando a promotoria rejeitou que duas mulheres negras fossem consideradas para a banca de jurados. Elas eram as únicas negras a serem consideradas como juradas, embora o jovem negro de 19 anos que elogiou as irmãs de Jackson tenha sido eventualmente nomeado como um reserva.

Quando o advogado de Jackson aproximou-se da bancada do tribunal para objetar a rejeição de uma das mulheres negras, Jackson parou num canto com Oxmanm, cochichou em seu ouvido e gesticulou com seus longos e finos dedos, às vezes apontando para o próprio Oxman.

Antes do lado de Jackson rejeitar um potencial jurado, uma mulher cujo irmão é um oficial da polícia, Jackson reuniu-se com seus advogados.

Quando o juiz perguntou a Mesereau na quinta-feira se Jackson estaria na audiência sexta, pois não era obrigatória sua presença, ele virou-se para o cantor esperando por sua resposta, que foi “sim”.

Quando Jackson chegou na sexta pela manhã, sorriu calorosamente para uma repórter que o cumprimentou, e tocou-lhe o ombro suavemente. Enquanto ele esperava o juiz chegar à bancada, foi a um canto da sala do tribunal e fez vários alongamentos.

Ele presenciou várias moções, mas, com a permissão do juiz, deixou a corte mais cedo, antes do meio-dia, caminhando para fora e acenando para os fãs enquanto dirigia-se para sua van que esperava para levá-lo embora.


por Tim Molloy, traduzido por Daniele Soares
Fonte: Associated Press / MJBeats/Edcyhis

Sobre PoemforMJ

Michael ... "Quando olho no dentro dos seus olhos eu sei que é verdade.Deus deve ter gasto um pouco mais de tempo em você!"
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