Conspiração Michael Jackson by Afrodite Jones -cap 8

“DO YOU REMEMBER THE TIME…?”

“VOCÊ SE LEMBRA DO TEMPO…?”

No final da sessão do julgamento da quinta-feira, dia 4 de março, quando questionado sobre o depoimento de Davellin Arvizo, Michael disse à imprensa que tinha achado “frustrante”. Na verdade, este seria o último comentário de Jackson, pelo menos no que se diz respeito à mídia, porque, depois deste dia, seu advogado não permitiria mais comentários. Mesereau detestava a presença dos meios de comunicação, e sentia que a mídia para capitalizar as loucuras de Michael Jackson. É claro, nem mesmo Mesereau poderia prever a sensação mundial que Jackson causaria ao chegar à Corte vestido de pijamas.
O “dia do pijama” aconteceu após os dias dos testemunhos de Davellin e Star, logo quando Gavin Arvizo tomou o banco das testemunhas. Conduzindo o aparecimento de Gavin, Davellin e Star contaram ao júri que tinham mentido nas ocasiões anteriores, dizendo que foram forçados a elogiar Michael. Quando Star Arvizo deu o seu próprio relato sobre os alegados abusos sexuais cometidos por Jackson, o testemunho de Star mais tarde iria contradizer as palavras de Gavin, que recordou uma diferente versão dos “incidentes”. Entre as admitidas mentiras e o testemunho contraditório, os Arvizos pareciam confundir o júri.
Enquanto ouvia no tribunal as acusações dos irmãos Arvizo, Michael parecia passar mal do estômago. Assistindo àqueles jovens distorcerem os fatos, os ouvindo tentar convencer o júri de que ele não os tinha ajudado, que tinham sido suas vítimas, Jackson ficava cada vez mais doente.
Na manhã do dia do testemunho de Gavin, ao invés de ir direto ao tribunal, Michael foi ver um médico num hospital próximo à Corte. No tribunal, Mesereau pediu ao juiz que desse uma consideração especial à Jackson, mas Melville não quis ouvi-lo. Melville exigia que todos chegassem à Corte precisamente às 8:30, e Jackson não seria exceção.
Naquela manhã, o juiz ordenou que Michael Jackson comparecesse no tribunal dentro de uma hora, e ameaçou prender o pop star e jogá-lo na cadeia se ele não cumprisse a ordem. Seguindo o comando de Melville, Michael e sua comitiva dirigiram em alta velocidade e Jackson chegou à Corte vestindo uma jaqueta e calças de pijama, parecendo confuso e cansado quando saiu de seu SUV. Para ele, não era um golpe publicitário. Para ele, não era um ato de desrespeito.
Mas algumas pessoas estavam convencidas de que aquilo fora uma tentativa de ganhar a simpatia do júri. Mas quem assistia ao julgamento dentro do tribunal sabia que o júri não fora trazido à sala da Corte até que Jackson estivesse sentado atrás da mesa da defesa. Os jurados só podiam vê-lo da cintura para cima e não sabiam que Michael estava usando uma calça de pijamas.
Ainda assim, era mais uma coisa estranha que Jackson fizera no decorrer de sua vida, que permitiu que a mídia continuasse o chamando de bizarro. A imagem de Jackson vestido de pijamas seria estampada na primeira página do New York Times e de outros jornais do mundo inteiro. Nos Estados Unidos, Michael indo de pijamas ao tribunal foi a notícia do mês, e a imagem “bizarra” encheu a tela das TVs durante semanas. Para a imprensa, aquilo era uma desculpa para falar sobre a instabilidade de Michael. Durante um tempo, a mídia ficou tão obcecada com o assunto dos pijamas que as pessoas até se esqueceram de que um julgamento criminal estava em andamento.
A coisa mais interessante sobre o testemunho de Star Arvizo foi a sua reação durante o interrogatório de Mesereau, que fez com que os jurados coçarem suas cabeças. Star falou ao júri sobre o depoimento que dera alguns anos atrás, confirmando que a família Arvizo entrara com uma ação civil contra a JC Penney Corporation. Para os jurados, ele admitiu que já tinha mentido anteriormente, mas quando Mesereau o pediu para recordar o suposto abuso que ele testemunhara no estacionamento da loja JC Penney, em 1998, Star disse que não se lembrava muito daquele episódio.
Com Star alegando ter testemunhado diversos atos de abuso sexual em Neverland, Mesereau ficou perguntando o tipo de abuso que sua mãe supostamente sofrera no estacionamento da JC Penney. Tom Mesereau estava se referindo ao testemunho do garoto no processo contra a JC Penney, mas Star ficava enrolando. Por fim, o júri descobriu que um “incidente” ocorreu em 1998, depois que Gavin Arvizo pegou uma roupa da JC Penney, supostamente para tentar “induzir” seu pai a comprá-la. Os jurados entenderam que, por causa do furto de Gavin, alguns guardas da loja seguiram os Arvizos até o estacionamento, onde Star alegou ter testemunhado os homens agredindo e tocando sua mãe de forma inapropriada.
Sob juramento, Star quis esclarecer que seu irmão nunca roubou nada, afirmando que Gavin queria ser comediante e padre. Star, um garoto de 14 anos de idade, disse que nunca usou a palavra F [f*ck, N.T.], mas insistiu ter ouvido xingamento quando os guardas da JC Penney se aproximavam deles no estacionamento. Segundo o depoimento sob juramento de Star, os guardas da loja supostamente bateram e tocaram nas partes íntimas de sua mãe.
Para os observadores do julgamento, parecia que Star admitia de muito boa vontade que já havia mentido sob juramento. Ele reconheceu que dera falsas declarações sobre seus pais nunca terem brigado. Star também admitira que mentiu ao dizer que seu pai nunca o batia. O garoto foi pego por seu próprio depoimento e só pôde dizer: “Isso aconteceu há muito tempo”.
Quando Mesereau mudou o assunto para Michael Jackson, Star já estava na defensiva, visivelmente irritado pelo fato de o advogado da defesa estar lhe pregando uma peça.
No dia anterior, sob o direto exame de Mesereau, Star alegou ter visto seu irmão ser molestado por Jackson em duas ocasiões específicas. O garoto também afirmou que Michael tinha compartilhado revistas pornográficas com ele e Gavin, dado vinho para ambos e ter simulado um ato sexual com um manequim na frente dos dois.
No entanto, quando interrogado sob os alegados incidentes, Star admitiu não ter falado nada à polícia sobre o assunto da pornografia, do álcool ou do abuso – não até que sua família fosse ver o advogado Larry Feldman, o homem que lidou com o famoso caso de Jordie Chandler e sua família.
No banco das testemunhas, Star testemunhou que foi Larry Feldman quem sugeriu à família Arvizo que fossem ver um conselheiro sobre os alegados incidentes de abuso sexual. Star disse que, em algum momento de março de 2003, logo após Michael ter cortado o contato com os irmãos Arvizo, que a família foi encaminhada ao psicólogo Stanley Katz. Para o júri, Mesereau mostrou que foi somente depois de Star e Gavin expressarem suas acusações à Feldman e Katz – a mesma “equipe” que havia sido convocada por Jordie Chandler e sua família – que os Arvizos decidiram ir à polícia.
Enquanto torturava Star na cadeira das testemunhas, Mesereau trouxe um número de fatos de arregalar os olhos. Quando o testemunho se tornou vivo, foi doloroso ouvir as alegações, especialmente porque o testemunho do garoto não estava acrescentando nada. Enquanto Star falava, ele parecia arrogante. No entanto, quanto mais o testemunho era detalhado, mais as pessoas presentes no tribunal faziam parte de um arrepio coletivo.
“Você contou à Stanley Katz que Michael Jackson tocou na virilha esquerda de Gavin, certo?”, perguntou Mesereau.
“Sim”, Star respondeu.
“Você nunca disse a ele que Michael Jackson masturbava o Gavin?”.
“Ele não estava masturbando, ele estava apenas sentindo”, Star falou.
“Ele estava apenas sentindo o seu irmão?”
“Sim”
“Você se lembra de que disse ontem ao júri que Michael estava masturbando ele?”, Mesereau questionou.
“Não, eu disse que o Michael estava sentindo o meu irmão enquanto se masturbava”
“Ok. Alguma vez você chegou a dizer ao júri que Michael estava masturbando o seu irmão?”
“Não”
“Você disse isso a alguém?”
“Não”, Star insistiu.
Mas Star tinha insinuado, sim, que testemunhara Jackson masturbando o seu irmão.
Aquele tinha sido o testemunho direto do dia anterior. Agora, em frente à Mesereau e ao júri, Star parecia estar recuando. O menino parecia fazer as coisas à medida que avançava.
“Você se lembra de quando descreveu para Stanley Katz uma segunda vez, em que subiu as escadas e observou o Michael tocar o seu irmão?”.
“Sim”
“Você disse à Stanley Katz que o Michael estava com a mão na virilha do seu irmão?”.
“Sim”
“Isso não é realmente tudo o que você contou à ele, não é?”, Mesereau brincou.
“O que você está falando?”, Star perguntou, afobado.
“Bem, você disse à Stanley Katz que Michael estava esfregando seu pênis nas nádegas de Gavin, não foi?”
“Não”
“Refrescaria a sua memória se eu mostrasse o seu testemunho ao júri?”, Mesereau pegou o testemunho dado à Stanley Katz, mas Star não quis vê-lo; o garoto negou ter dito qualquer coisa sobre as nádegas de Gavin à Katz, e Mesereau passou rapidamente para outro assunto.
“Você tentou dizer à Stanley Katz que sentiu cheiro de maconha, não é?”
“Não”, Star testemunhou.
“Refrescaria a sua memória se lhe mostrasse a página desse testemunho?”
“Não”
“Ok. Agora, você está dizendo que nunca disse a Michael Jackson que queria ser ator?”
“Não”
“Nunca disse a ele tudo isso?”, Mesereau perguntou novamente.
“Não”
Embora Star tenha dito que nunca quis ser um artista, o menino tinha frequentado uma escola de dança, também estava num clube de comédia e até tinha sido o “apresentador” de um vídeo gravado em Neverland. Mais tarde, o júri assistiu ao vídeo e viu Star fingindo ser um guia turístico do rancho, apresentando uma campanha publicitária do lugar. No vídeo, Star parecia extremamente entusiasmado, ansioso para estar diante da câmera. O menino estava fazendo testes, radiante por ser a peça central em uma excursão em Neverland. Era óbvio que Star esperava que aquela fosse a sua “grande chance” no show business.
Mas o garoto disse aos jurados que não se importara em fazer o vídeo de Neverland. Star agiu como se estivesse fazendo um favor à Jackson, apresentando o rancho no vídeo. Quando mudou o assunto, Mesereau queria que Star explicasse de que forma ele e seu irmão, Gavin, tinham descoberto todos os códigos dos alarmes de Neverland. Quando Star testemunhou que ele e seu irmão conseguiam entrar na casa principal de Michael “centenas de vezes”, os jurados pareceram surpresos. Eles descobriram que o código do alarme da casa fora dado aos Arvizos após a viagem que eles fizeram para ver Michael em Miami. Star falou que, uma vez que sabia o código da casa principal, ele tinha acesso a todos os cômodos do local, incluindo o quarto de Michael.
Em certo momento, Mesereau pediu ao garoto para recordar uma ocasião em que ele e seu irmão foram pegos bebendo vinho na adega sem a presença de Michael. Star negou que isto tenha acontecido, mas admitiu que ele e Gavin sabiam onde ficava escondida a chave da adega. O jovem também negou que ele e seu irmão já tenham sido pegos bebendo sozinho em nenhuma ocasião. No entanto, os membros da equipe de Neverland, mais tarde, testemunharam que viram Star bebendo licor – o qual Star misturara em seu milkshake. Em outras ocasiões, os funcionários do rancho tinham testemunhado Star Arvizo bebendo vinho – sem Jackson estar presente.
Star queria parecer inocente, mas, observando o garoto no banco das testemunhas, ele parecia claramente um jovem de atitude, um jovem de pavio curto. Enquanto os jurados permaneciam vidrados no testemunho de Star, pareciam suspeitar ainda mais de tudo aquilo.
Star negou ter feito qualquer coisa errada em Neverland, negou ter vasculhado as gavetas do armário de Michael. Porém, admitiu que ele e Gavin já tinham sido apanhados dormindo no quarto do cantor quando Jackson não estava na propriedade.
Quando Mesereau apresentou uma mala cheia de “revistas femininas”, as quais Star tinha identificado como sendo as que Michael mostrara a ele e a Gavin, o advogado de defesa questionou o garoto sobre uma revista em particular, a Barely Legal, e Star declarou que aquela era a revista exata que Michael tinha mostrado a eles. O garoto estava certo de que havia manipulado aquela revista, até que Mesereau assinalou a data, que era de Agosto de 2003, meses após os Arvizos terem deixado definitivamente o rancho.
Outra coisa que Mesereau apontou foi o estranho apelido de Star, “Blowhole”, que foi esculpido na capa do livro de visitas do Rancho Neverland. Ao ser questionado por Mesereau sobre isso, Star admitiu que ele mesmo fizera esse nome, falando que “ficou com esse nome”.
Para os observadores do tribunal, depois que Star Arvizo admitiu ter escrito seu apelido na capa de couro do livro de hóspedes de Jackson, uma lembrança pessoa de Michael, era perturbador notar a assinatura do menino próxima a vários “Obrigado” de celebridades como Marlon Brando e Jessica Simpson.
Quanto mais Star Arvizo testemunhava, mais as pessoas se perguntavam como um alguém poderia ser tão descarado, estragando a propriedade de outra pessoa sem achar nada demais.
Mais tarde, quando foi mostrado à Star um cartão que ele havia escrito para Michael para o Dia dos Pais, no qual ele se referia à Jackson como um “super, super, melhor amigo”, pode-se notar que o garoto assinou “Blowhole Star Arvizo”. No cartão estava escrito enfaticamente: “Michael, nós te amamos incondicionalmente, ao infinito e além. Obrigado, Michael, por ser nossa família”.
Mesereau apresentou uma série de cartas e anotações escritas para Michael pelos Arvizos, que pareciam ser totalmente diferentes da caracterização que Star fizera de Michael Jackson no tribunal. Em um dos cartões, Star escreveu: “Quando nossos corações se quebrarem em pequenos pedaços, ainda haverá amor, necessidade e preocupação com você, em cada pedaço minúsculo do nosso coração, porque você nos cura de uma forma muito especial”.
Star disse ao júri que havia escrito aquele cartão para Michael quando tinha 10 anos de idade, alegando que não quis dizer aquilo tudo, que tinha apenas “copiado” as palavras de um cartão que sua avó comprou num supermercado. Através de todo o seu testemunho, Star estava tentando contornar o fato de que ele e seus irmãos tinham se referido à Jackson como “família”. Star ainda negou aos jurados que Michael tenha agido “como um pai” para eles. O garoto minimizou o papel caridoso de Jackson o máximo possível.
Embora Star tenha se recusado a admitir que considerava Michael como uma figura paterna, o garoto dissera outra coisa em duas gravações, uma gravada por Brad Miller em 16 de fevereiro, e outra, no vídeo de refutação, gravado pelos Arvizos em 20 de fevereiro de 2003.
A fita de refutação dos Arvizos seria apresentada várias e várias vezes durante o julgamento, e voltaria a assombrar o acusador e a sua família, que cismavam em afirmar que nenhum de seus comentários naquele vídeo teriam sido verdadeiros. Star e sua família diriam aos jurados que nunca quiseram elogiar Jackson de maneira alguma. Mas, no final, o testemunho dos Arvizos carecia de credibilidade.
Tudo parecia tão falso, principalmente quando cada membro da família Arvizo que testemunhou – Davellin, Star, Gavin e Janet – alegavam que nunca comentaram uns com os outros sobre o caso de Michael Jackson. Além disso, enquanto cada Arvizo insistia que o vídeo de refutação tinha sido um pacote de mentiras, Janet Arvizo foi ainda mais longe e falou que Michael não tinha feito nada para ajudar seu filho. Quando testemunhou no tribunal, Janet disse ao júri que ela e as crianças “leram um script” e fez questão de enfatizar que nenhum de seus elogios à Michael fora sincero.
Mas se os Arvizos não amavam Michael, eles certamente não demonstraram isso naquele vídeo de refutação. Não totalmente. Naquela gravação, as crianças Arvizo pareciam fazer parte do círculo íntimo de Jackson. Bem educados e bem vestidos, todos os três filhos seguiram claramente o exemplo de sua mãe. Os Arvizos, em uníssono, cantavam louvores de Michael para quem quisesse ouvir. Star Arvizo, juntamente com sua mãe, seu irmão e sua irmã, olhava para a câmera e falava sobre como Jackson tinha se tornado uma “família” para eles. Cada um deles afirmou que eram gratos pelo interesse de Michael, e disseram que o astro tinha os ajudado quando ninguém mais parecia se importar.

Sobre PoemforMJ

Michael ... "Quando olho no dentro dos seus olhos eu sei que é verdade.Deus deve ter gasto um pouco mais de tempo em você!"
Esse post foi publicado em Conspiração Michael Jackson by Afrodite Jones e marcado , , , , , , , , , , , , , , , , , , . Guardar link permanente.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s