Conspiração Michael Jackson by Afrodite Jones cap-11

“WHO‟S BAD?”

“QUEM É MAU?”

O julgamento entrou em sua terceira semana de testemunho ainda com Gavin Arvizo  no banco das testemunhas, mas a mídia estava distraída com o Papa João Paulo II, que acabara de ser liberado pelo hospital, após uma cirurgia que lhe facilitaria a respiração. Em Roma, o Papa João Paulo II estava fazendo notícias internacionais, onde uma minivan cinza que levou o pontífice de 84 anos para o Vaticano fez com que as equipes de repórteres que estavam em Santa Maria corressem para pegar um vôo para a Cidade do Vaticano.
Enquanto o Papa João Paulo II acenava e abençoava os milhares de italianos e turistas na Praça de São Pedro, as equipes de notícia notaram que o pontífice não tinha sido curado ainda. A mídia ficara tão preocupada com o Papa que até ignorou os detalhes dados pelo acusador de Jackson, que agora estava sob um forte ataque de Tom Mesereau. Ao invés de prestar uma atenção especial no testemunho de Gavin, a imprensa estava preocupada com o fato de ter que puxar a ficha do caso Jackson completamente. Havia rumores que diziam que o Papa não iria se recuperar.
Michael Jackson, que tinha voltado à sala do tribunal parecendo forte, usava um arrojado casaco vermelho no dia em que seu acusador estava sob o ataque de Mesereau. Com o advogado de defesa pronto para contestar Gavin Arvizo, o pop star parecia bastante confiante, mas, ao mesmo tempo, estava um tanto melancólico. Michael estava pensativo e parecia triste ao ver que sua tentativa de ajudar a família Arvizo saíra tão drasticamente pela culatra.
Conforme Mesereau começava a disparar as perguntas, Gavin admitiu ter conversado com o diretor de sua escola, Jeffrey Alpert, poucos dias depois de o documentário de Bashir ter ido ao ar. O diretor, Sr. Alpert, tinha chamado o garoto para lhe fazer uma pergunta direta sobre as alegações à respeito de Michael Jackson. No banco das testemunhas, Gavin olhava para baixo e confirmou ter dito ao diretor que nada de sexual havia acontecido entre ele e Michael.
Mesereau expôs um monte de problemas disciplinares que Gavin teve em sua escola. Referindo-se aos detalhados registros escolares, o advogado de defesa disse ao júri que Gavin Arvizo tinha ido mal em várias matérias, que tinha sido obrigado a escrever um pedido de desculpas à outro aluno; que foi acusado de cantar no meio da sala de aula, de falar demais e interromper algumas aulas e inclusive de desafiar e desrespeitar alguns professores. Gavin Arvizo foi objeto de inúmeros relatórios que descreviam o seu mau comportamento e sua recusa a fazer os trabalhos de casa. O comportamento rude do garoto parecia surgir, às vezes, em sua maneira no tribunal.
“Você se lembra de ter discutido com o Sr. Davy [o vice-diretor da escola] sobre seus problemas disciplinares?”, Mesereau questionou.
“Sim”, Gavin respondeu.
“E, por favor, pode falar ao júri sobre o que eram essas discussões?”
“Eu não me lembro muito bem”
Mesereau mostrou à Gavin uma cópia dos registros de sua escola, dos quais as datas e os relatórios foram extraídos.
“Você já teve uma discussão com o Sr. Davy sobre os seus problemas disciplinares com alguns professores?”
“Sim”
“Por favor, conte ao júri o que se passou nessa discussão”
“Eu não me lembro muito bem. Quer dizer, ele me pedia para melhorar e coisas desse tipo…”
“Você conhece alguém chamado Bender?”
“Sim, sim. Srta. Bender.”

“Você fazia parte da turma da Srta. Bender nas matérias de História Mundial e Geografia em 2002, certo?”
“Uhum”, Gavin assentiu.
“Ok. Ela se queixou a desafiou e a desrespeitou, correto?”
“Sim, acho que sim”
“Ela também disse que você parecia ter grande habilidade em atuar, não?”
“Não sei se ela disse isso”
“Será que refrescaria a sua memória se eu te mostrasse uma anotação que a Srta. Bender apresentou ao Sr. Davy?”
Gavin alegou que sua memória não poderia ser refrescada. Ele negou ter “grande habilidade em atuar”, embora tenha admitido ter estudado teatro com um professor, o Sr. Martinez, outro professor que escreveu sobre os problemas disciplinares de Gavin.
Quanto à Michael, ele ficou sentado em silêncio durante grande parte do depoimento de Gavin, houve momentos em que o pop star chegou a sussurrar para sua equipe de defesa, principalmente quando as respostas de Gavin eram contraditórias. O garoto estava tentando negar que havia escrito muitos cartões e cartas nos quais se referia à Michael Jackson como “papai Michael”, mas Mesereau tinha essas tais cartas e os cartões, e os apresentou como evidência.
“Você teve a chance de olhar esse documento?”, Mesereau perguntou.
“Sim”, Gavin falou.
“E você queria ir para Nova York e estar com o Sr. Jackson num estúdio de gravação, correto?”
“Eu acho… [longa pausa] Quero dizer, sim”
“E isso não aconteceu, correto?”
“Não”
“Você nunca viajou com o Sr. Jackson para Nova York?”
“Eu nunca viajei com o Sr. Jackson”
“Você o chamou de „a pessoa mais legal, mais carinhosa do mundo‟, certo?”
“Sim”
“Você disse: „Eu te amo, papai Michael‟, certo?”
“Sim”
“Você disse: „Obrigado, papai Michael, por ser o meu melhor amigo, por todo o sempre‟, correto?”
“Sim”
“Ok. Você enviou uma grande quantidade de cartões que foram assinados „Seu filho, Gavin‟, correto?”
“Sim”
“Você se lembra de ter dito as palavras: „Volte, sinto sua falta, eu te amo‟, verdade?”
“Quer dizer, provavelmente sim, mas eu não me lembro de ter enviado uma carta”
Revirando os olhos em alguns momentos, Michael ficou sentado calmamente enquanto Gavin testemunhava. Nos dias em que o garoto estava sob interrogatório, Tom Mesereau conseguiu apontar incoerências sobre duas coisas importantes: a quantidade de álcool que Jackson supostamente deu ao menino e as datas dos alegados assédios. Muito revelador, também, foi o momento em que Gavin admitiu ter dito aos detetives de Santa Barbara que sua avó era a pessoa que lhe disse que os homens precisam se masturbar “para que não estuprem mulheres”.
Conforme os dias se passavam, Gavin Arvizo oferecia diversos lados de sua personalidade ao júri. Embora às vezes parecesse uma criança, as pessoas presentes no tribunal perceberam que o garoto de 15 anos de idade tinha um comportamento que ultrapassava a sua pouca idade. A lista de elementos-chaves que o testemunho de Gavin apresentou foi a seguinte:

Nas primeiras semanas que vieram após ter deixado Neverland, Gavin e sua família tinham ido ver não apenas um, mas DOIS advogados civis, talvez na esperança de fechar um acordo milionário com Michael. Gavin, até alcançar a idade de 18 anos, teria direito de processar Michael Jackson num tribunal civil, no qual uma condenação penal deveria ocorrer num caso de abuso sexual. Gavin estudou numa escola de teatro e foi treinado pela veterana atriz Vernee Watson, uma estrela de séries de TV, como Um Maluco No Pedaço. Gavin foi designado como “um problema de disciplinar” quando estudou na escola John Burroughs. Ele desrespeitava os professores e figuras de autoridade, e muitas vezes, era enviado para a detenção. Gavin disse à Chris Tucker, estrela de A Hora do Rush, que ele e sua família estavam sendo perseguidos pela mídia, que ele queria ver Michael em Miami. Gavin queria ajudar Jackson a realizar uma conferência de imprensa para denunciar o documentário de Bashir e esclarecer que nada de impróprio acontecera na cama de Michael Jackson. Gavin e seus irmãos raramente eram deixados sozinhos com Michael. Muitas vezes, o amigo de Jackson, Frank Cascio e seus dois jovens irmãos, Aldo e Nicole Marie Cascio, estavam lá com Michael também. As crianças Cascio também estiveram no vôo de Miami para a Califórnia. As crianças Cascio estavam regularmente no quarto de Michael. Gavin admitiu que gostava de ficar em Neverland e disse que nunca sentia medo lá. O garoto alegou que era a sua mãe, Janet, quem sentia “medo” de estar em Neverland, que expressava “preocupação” sobre ser mantida em cativeiro. De Neverland, Gavin foi com Michael à um passeio para a loja Toys R, em Santa Maria, e Jackson pegou alguns fãs locais ao longo do caminho, comprando brinquedos e presentes para todos eles. Durante esse passeio, Gavin nunca comentou com ninguém sobre estar sendo mantido em “cativeiro”. De Neverland, Gavin foi conduzido em um Rolls Royce para a cidade vizinha, Solvang, onde teve seu aparelho removido às custas de Michael, porque “os fios estavam todos quebrados”. Mais uma vez, durante essa saída, o garoto foi acompanhado por sua mãe e por seus irmãos, e nunca se queixou sobre estar mantido em “cativeiro”. Em algum momento após a viagem de Miami, Gavin e seus irmãos estavam “sendo vigiados” pelos associados de Michael num hotel em Calabasas por um motivo desconhecido pela família Arvizo. Mais tarde, eles gravaram um vídeo de refutação numa locação em Calabasas que ficava muito perto do hotel em que estavam. Durante a permanência de 3 dias dos Arvizos no hotel, eles foram comprar bagagens e roupas, alegadamente para uma viagem ao Brasil que os associados de Michael estavam planejando. No entanto, Gavin “não conseguiu se lembrar” de ter saído para comprar malas. Os associados de Michael acompanharam Janet Arvizo e seus filhos quando eles tiraram fotos para o passaporte e vistos para uma alegada viagem de férias ao Brasil. Quando Janet supostamente soube que Michael não acompanharia os Arvizos na viagem, mudou de ideia, e a viagem nunca se realizou. Depois que a mãe de Gavin decidiu que eles não viajariam ao Brasil, ela voltou para Neverland, onde determinou que ela e seus filhos estavam em perigo. Dizendo à crianças que estava sendo ameaçada, Janet se recusou a ficar no rancho por mais tempo. À pedido da mãe, seus filhos foram levados para a casa dos avós maternos em El Monte. Após “fugir” de Neverland em duas ocasiões, Janet e seus três filhos retornaram ao fantástico rancho, apesar de afirmar que todos eles “estavam sendo vigiados” e “ameaçados” pelos conspiradores de Jackson. Ao longo de suas várias estadias em Neverland, os Arvizos foram mimados. Provas mostraram que as crianças tinham controle da propriedade, que os meninos Arvizos chegavam a mandar nos funcionários

de Jackson. A família alegou ter sido “presa”, mas eles estavam desfrutando uma vida de luxo, uma vida que nunca haviam conhecido. Nas semanas seguintes à viagem de Miami, Gavin soube a doença de pele de Michael, vitiligo. No entanto, o garoto nunca falou ter visto doença de pele de Jackson. Gavin nunca mencionou ter visto qualquer parte do corpo de Michael. Em vez disso, ele testemunhou que Michael havia lhe explicado que a doença foi mudando a cor de sua pele, e falou que Jackson usava maquiagem no rosto, talvez para cobrir manchas.
“Ok, Gavin, eu tenho uma última pergunta para lhe fazer”, disse Sneddon, finalizando seu interrogatório, “Ontem, em resposta aos questionamentos do Sr. Mesereau, você disse que o Sr. Jackson era como um pai para você, não foi?”
“Michael Jackson?”
“Sim”
“Sim”, Gavin respondeu.
“E você achava que ele era um dos caras mais legais do mundo, correto?”, Sneddon quis saber.
“Sim”
“Você o admirava?”
“Bem, eu admiro apenas Deus”, respondeu Gavin, “Mas ele foi um cara muito legal”
“Como você se sente à respeito do Sr. Jackson agora, depois do que ele te fez?”
“Realmente não gosto mais dele. Não acho que ele é merecedor do respeito que eu o estava dando sobre ser o cara mais legal do mundo.”
Com isso, o promotor não tinha mais perguntas para Gavin Arvizo. Sneddon parecia satisfeito com a maneira que o testemunho tinha sido feito.
Foi perturbador perceber que Gavin não parecia envergonhado ou revoltado em seu testemunho. Quando estava no banco das testemunhas, o garoto, algumas vezes, olhou para Michael, que não estava mais dando credibilidade a qualquer coisa que o jovem dizia.
No final, o testemunho de Gavin fora decepcionante. O jovem parecia animado enquanto falava dos supostos atos sexuais, mas Michael não mostrava nenhuma emoção sobre qualquer uma das acusações do garoto.
“Agora, você reclamou aos xerifes de Santa Barbara que „depois de eu ter feito todas aquelas coisas de câncer‟, você nunca mais viu o Michael de novo, correto?”, Mesereau perguntou.
“Não. Não até aquela coisa do Bashir”, respondeu Gavin.
“Ok. E você queria vê-lo depois de ter sido curado, certo?”
“Sim”
“Você sentia que ele tinha te abandonado, correto?”
“Sim”
“Você surgiu com os atos de abuso sexual depois de ter percebido que Michael Jackson estava desaparecendo da sua vida”, argumentou Mesereau. Mas Gavin rapidamente negou a acusação.
Assistir ao garoto saindo da sala do tribunal, para nunca mais ver Michael Jackson de novo, foi interessante observar a expressão de Gavin quando o jovem percebeu que não iria nunca mais fazer parte da “família” de Michael.
Em algum lugar no seu coração, o menino parecia desanimado. Gavin havia insistido que foi “curado por Deus” e não por Michael Jackson. No entanto, o jovem parecia inexplicavelmente atraído pelo poder e a presença magnética do pop star.

Sobre PoemforMJ

Michael ... "Quando olho no dentro dos seus olhos eu sei que é verdade.Deus deve ter gasto um pouco mais de tempo em você!"
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