Conspiração Michael Jackson by Afrodite Jones cap-18

BLACK AND WHITE

“PRETO E BRANCO”

“Eu amo vocês.”
“Deus e a verdade estão do nosso lado.”
– Voz de Michael Jackson por telefone, se dirigindo a centenas de fãs que se reuniam para uma vigília durante seu julgamento em Santa Maria.
Quando dois ex-funcionários do rancho Neverland testemunharam que viram várias formas de conduta libidinosa entre Michael Jackson e alguns meninos, o Rei do Pop encarou o júri e estudou o rosto de cada um dos jurados. Michael fazia um deliberado esforço para se conectar com eles e parecia tentar ler suas mentes. Os ex-funcionários alegraram terem visto Jackson nu acompanhado por meninos, os beijando e tocando em diversas ocasiões, e, pela primeira vez, os membros do júri pareceram completamente perturbados.
Para a família de Michael, essas afirmações feitas por ex-funcionários eram completamente falsas, especialmente levando em conta que ambos, Ralph Chacon e Adrian McManus, tinham decidido processar Jackson num tribunal civil e perdido a ação. Para alguns observadores do tribunal, esses ex-funcionários pareciam amargos, como se possuíssem forte rancor pelo ex-patrão, mas, mesmo assim, quando  começou a citar detalhes chocantes, os jornalistas tomavam rápidas e furiosas notas. Quando o testemunho se tornou gráfico, Tito Jackson saiu da sala. Tito parecia irritado. Ele sentia claramente que Michael estava sendo traído, vendido por ex-funcionários descontentes.
Ralph Chacon era um ex-segurança de Neverland, tendo trabalhado lá de 1991 a 1994. Ele disse aos jurados que havia espionado Jackson por uma janela, e alegou ter visto o pop star nu no chuveiro com um menino.
Chacon afirmou que viu mais de um incidente, em que Jackson beijava e acariciava um menino, e disse que fora intimado a depor numa audiência de 1994 envolvendo o caso Chandler, onde contou aos jurados a mesma história.
Quando Tom Mesereau interrogou Ralph Chacon, o júri soube que, em 1994, o ex-segurança estava tentando desesperadamente pagar suas contas. Chacon estava com sérios problemas financeiros e contratou um advogado de Santa Bárbara para tentar tirar dinheiro de Jackson. Os jurados descobriram que Chacon e outros ex-funcionários do rancho tinham contratado um “agente de imprensa” para tentar vender à tabloides histórias picantes sobre Michael Jackson. Enquanto respondia às perguntas, Ralph Chacon pareceu um homem que estava pronto pra se vingar. Ele parecia defensivo e ficou com raiva por ser retratado como alguém que tentara fazer um dinheirinho rápido.
De acordo com Mesereau, Chacon não estava apenas desesperado pra pagar seu aluguel na época em que processou Jackson, como também tinha realmente se gabado para seus vizinhos, afirmando que seria uma “testemunha estrela” contra o artista. Embora Chacon tenha negado, o ex-segurança já estava contando seus milhões antes mesmo de o processo civil ir a julgamento. Em 1994, ele teria dito a vizinhos que em breve estaria dirigindo uma Mercedes-Benz.
Enquanto acabava com Ralph Chacon, o advogado de defesa perguntou sobre as alegações rebatidas por Michael Jackson na ação civil, as quais resultaram numa indenização de 25 mil dólares à Jackson por Chacon ter roubado objetos da propriedade do cantor. Com o clima pesado, os observadores do tribunal perceberam que Ralph Chacon não tinha mérito para continuar com seu caso civil, que Chacon tinha decidido processar Michael Jackson só porque podia fazer isso. Quanto mais Ralph Chacon tentava se defender dos ataques de Mesereau, mais o ex-segurança de Neverland parecia ter sido motivado pela ganância e atenção da mídia.

Em sua ação civil, Ralph Chacon afirmou ter sofrido “danos” porque Michael Jackson olhou para ele. Do banco de testemunhas, quando Chacon garantiu a Mesereau que foi “ferido” por causa do olhar de Michael, muitos dos jurados se entreolharam com sorrisos nos lábios. Quando Chacon falou que achou que seus telefones foram grampeados em Neverland, que apresentou uma reivindicação adicional contra Jackson por ter sido “emocionalmente ferido” por seus telefonemas terem sido gravados, alguns dos jurados pareciam que estavam prestes a cair na gargalhada.
Sob interrogatório, Ralph Chacon admitiu ter dito a um advogado que achava que Michael Jackson deveria compensá-lo pelo resto de sua vida. Mesereau leu a deposição de Chacon, então, o amargurado ex-funcionário não pôde negar que queria que Jackson lhe desse benefícios perpétuos. Encarando Chacon com uma descrença absoluta, os jurados o ouviram contar uma melodramática história sobre problemas com sua esposa e uma morte em sua família. O homem realmente derramou lágrimas no banco das testemunhas, soluçando sobre os problemas de sua vida. Mas o júri pareceu não se importar.
Chacon foi forçado a admitir que pedira que Michael Jackson lhe pagasse 16 milhões de dólares em danos – por ter gravado suas ligações e por ameaças supostamente feitas por seus outros seguranças. Quando souberam que um júri anterior de Santa Maria tinha rejeitado as ridículas alegações de Chacon em 1994, os jurados encaravam o ex-segurança com olhares diferentes.
Este era um homem que afirmava ter testemunhado atos sexuais entre Jackson e Jordie Chandler, mas decidiu correr atrás de advogados e tablóides em vez de ajudar a polícia. Este era um homem que afirmava nunca ter roubado a propriedade de Michael apesar de um júri anterior ter lhe julgado culpado de roubo e lhe obrigado a pagar uma indenização à Jackson pelos danos causados.
Em um ponto, no calor do momento, Mesereau provocou testemunho espontâneo de Chacon, que admitiu ter deixado Neverland porque não gostava da nova equipe de segurança contratada por Michael em 1993. Para o júri, a ação civil que Chacon abrira parecia um ato de vingança. Na frente de Deus, do juiz e de todos os presentes no tribunal, o homem foi totalmente desacreditado.
Naquela mesma manhã, pouco antes do intervalo do meio-dia, Adrian McManus, ex-empregada de Michael, tomou a cadeira das testemunhas para falar sobre o quarto de Jackson e seus hábito mais particulares. Ela relatou ter visto um número de meninos na suíte de Michael e explicou que passou bastante tempo lá, já que seu trabalho era lavar as roupas de Jackson, fazer sua cama, limpar seus banheiros. De acordo com McManus, que trabalhou em Neverland por dois anos até julho de 1994, ela afirmou ter visto Jackson beijando garotos na bochecha e tocando-os do lado de fora de suas roupas.
McManus disse que muitos garotos agiam como selvagens em Neverland, alegando que jogavam refrigerantes e pipoca em Michael e deixavam uma grande bagunça para ela arrumar. Entre as coisas que ela disse ao promotor que fizeram as pessoas sussurrarem entre si durante o intervalo: Michael tinha chimpanzés correndo pelo seu quarto, cujos excrementos ela era obrigada a limpar depois.
Todo mundo riu ao ouvir isso.
De volta ao banco das testemunhas, enquanto McManus continuava contando sua história, o júri descobriu que ela havia se unido à Ralph Chacon e outros três ex-funcionários de Neverland num processo contra Jackson por danos monetários, alegando terem sido pressionados a abandonar seus empregos pela nova equipe de segurança contratada em 1993. McManus afirmou que deixou o emprego por causa dos novos seguranças de Michael, que a assediaram por mais de seis meses. Ela disse ao júri que recebeu algumas ameaças telefônicas em sua casa e falou que estava sujeita a comentários maldosos pelo pessoal da segurança de Neverland. McManus alegou ter sido assediada sexualmente pelos seguranças de Michael – embora o único detalhe que tenha oferecido ao júri foi o de que alguém lhe fez um comentário sem graça, lhe perguntando que tipo de lingerie ela estava usando.

Analisando McManus, que era uma mulher bonita, de pele clara, embora claramente “cheinha”, suas alegações pareciam totalmente deslocadas. Incapaz de oferecer mais detalhes, McManus falou em geral sobre ter recebido ligações anônimas, mas a ex-empregada parecia estar sendo pega. Ela alegou ter sido abusada em Neverland, no entanto, não conseguiu relatar para o júri sequer um exemplo específico sobre o abuso.
Sob um direto interrogatório, Adrian McManus admitiu que, em vez de receber milhões de dólares de seu ex-chefe, um júri civil decidiu a favor de Michael Jackson e ordenou que ela (e outros quatro ex-funcionários) pagassem uma quantia de 1 milhões e 400 mil dólares ao pop star em despesas legais. Além disso, por Jackson ter apresentado uma reconvenção, alegando que os cinco funcionários haviam lhe roubado, um juiz ordenou uma indenização adicional de 40 mil dólares por danos, descobrindo que os ex-funcionários tinham agido com “fraude, opressão e maldade” contra Jackson.
Durante todo o testemunho de , Michael a encarou, tomando notas e sussurrando para seus advogados. Michael se sentou reto, com os olhos fixos em McManus enquanto ela contava ao júri que vira Jackson tocando uma série de meninos – entre eles, Macaulay Culkin. Semanas mais tarde, esses mesmos meninos iriam ao tribunal testemunhar que nada de sexual acontecera quando estavam com Michael.
Enquanto questionava Adrian McManus, Mesereau expôs que ela tinha falado com autoridades sobre as acusações de Jordie Chandler, num depoimento dado em 7 de dezembro de 1993. Naquela época, McManus não mencionara absolutamente nada sobre atos sexualmente inapropriados no quarto de Michael. Então, quase um ano depois, em 2 de dezembro de 1994, quando McManus arquivou sua queixa civil contra Michael, a empregada convenientemente “lembrou” ter testemunhado atos sexuais os quais ela nunca comentara antes. De repente, com muito dinheiro em jogo, McManus tinha diversas histórias para contar sobre Michael em sua Jacuzzi com meninos, sobre três “incidentes” envolvendo o pop star e meninos.
Uma vez estabelecida esta linha do tempo, Mesereau caiu duramente em cima de Adrian McManus. Ele estava a quebrando, a quebrando em pedaços, e a mulher não tinha se preparado pra isso. Por um lado, o advogado de defesa fez questão de deixar todos saberem que, em 1994, um júri civil acreditou que Adrian McManus era uma fraude. Mesereau trouxe detalhes que fizeram McManus parecer uma mulher conivente e mal-intencionada, e a ex-empregada de Jackson ficou claramente chocada com este ataque.
Tom Mesereau mostrou à McManus um depoimento apresentado na ação civil por Jordie Chandler, em que a ex-emprega disse nunca ter visto nada suspeito acontecer no quarto de Michael, que nunca tinha visto Michael dormir com crianças. Naquele depoimento inicial, McManus foi tão longe que chegou a afirmar que permitiria que seu filho de dez anos ficasse sozinho com Michael.
Mesereau salientou repetidamente que McManus não disse uma palavra sobre os três supostos “incidentes” até o ano seguinte, quando decidiu soltar essa informação durante um interrogatório com Larry Feldman. Mesereau simplesmente não conseguia entender por que em 1993 McManus disse que Jackson era inocente, e depois mudou por completo a sua história, tornando-se uma testemunha em potencial contra Jackson em 1994. Enquanto Mesereau abordava o assunto sob diferentes ângulos, McManus tornava-se mais defensiva. Porém, ao invés de ganhar simpatia, suas respostas pareciam irritar o júri.
“Nesse processo, você estava processando o Sr. Jackson com uma série de diferentes reivindicações, e uma delas dizia que você era uma potencial testemunha contra Jackson nos dois casos civis e na investigação criminal, certo?”, Mesereau perguntou.
“Eu acredito que sim.”, disse McManus.
“E o que você realmente queria dizer era, por apresentar essa acusação com aquela essa linguagem, você, essencialmente, estava ameaçando o Sr. Jackson, dizendo que poderia mudar seu testemunho a menos que fosse paga, correto?”

“Eu não estou muito familiarizada com a linguagem de advogados?”, McManus falou, “Então, eu realmente não sei como responder a isso.”
“Quanto dinheiro você se lembra de ter procurado receber do Sr. Jackson naquela ação judicial?”, Mesereau queria saber.
“Essa é outra pergunta que não posso responder. Quem estava lidando com isso era o meu advogado.”
“Bem, você estava no tribunal quando deu seu depoimento ao júri de Santa Maria por milhões de dólares, certo?”
“Eu nem sei se estava lá no momento.”, McManus balbuciou, “Eu devo ter estado. Não me lembro.”
“Você certamente discutiu com se advogado durante aquele julgamento de seis meses a quantia em dinheiro que estava tentando pegar do Sr. Jackson, certo?”
“Honestamente, eu não acredito que qualquer um soubesse quanto dinheiro se conseguiria no julgamento.”, comentou McMaus.
“Mas quanto você queria?”
“Eu realmente não queria nada. Só queria justiça pelo que eu tinha passado.”
McManus disse ao júri que também processou algumas das pessoas da equipe de segurança de Michael, uma das quais, Jerome Johnson, decidiu depois ir para o time da ex-empregada, se juntando a ela em seu processo contra Jackson. Em algum momento, quando o júri soube que Jerome Johnson havia escrito uma carta à Michael Jackson, pedindo que ao pop star uma quantia de 3 milhões de dólares, a ideia de que a equipe de Michael estava ansiosa para traí-lo começou a pesar na mente de todos.
“Você não queria milhões de dólares naquela ação judicial?”, Mesereau perguntou.
“Eu queria justiça”, McManus respondeu, “Eu não… Sei lá… Eu só queria justiça.”
“Mas a sua ideia de justiça era a de milhões de dólares, certo?”
“Bem, isso não é o que eu chamo de justiça”, McManus gracejou.
“Você move uma ação judicial, passa cerca de oito dias prestando depoimentos, todos os tipos de papeis, e participa de um julgamento durante seis meses. Você queria milhões, correto?”, Mesereau insistiu.
“Honestamente, um simples „Desculpe pelo que fizemos a você‟ teria sido ótimo pra mim.”, ela disse.
“Você, em alguma vez, escreveu uma carta ao Sr. Jackson, dizendo: Sr. Jackson, eu não quero processá-lo. Apenas me diga que sente muito “?
“Não. Não fiz isso.”
“Em alguma vez, você ligou pro Sr. Jackson e disse: Sr. Jackson, eu realmente não quero processá-lo. Basta dizer que se sente muito‟?”
“Eu não tinha um número de contato do Sr. Jackson.”
O advogado de defesa afirmou que McManus esperava, ao ir aos xerifes de Santa Barbara com aquela “informação”, que talvez pudesse fazer pressão sobre Michael Jackson para que ele desse o dinheiro do caso civil. Quando Mesereau disparou ainda mais perguntas a McManus, que apontavam para o próprio comportamento inadequado da ex-emprega, a mulher parecia estar completamente entorpecida.
“Você conhece alguém chamado Francine Orosco?”, Mesereau questionou.
“Sim, ela era uma empregada de Neverland.”, McManus testemunhou.
“E, em algum momento, ela se tornou uma amiga sua, não foi?”
“Sim, nós nos tornamos amigas, sim.”
“Então, você sabe que ela se tornou uma testemunha contra as suas alegações naquele processo, correto?”
“Sim, acredito que sim.”
“Você não disse repetida vezes à Francine Orosco que Michael Jackson era inocente de todas as acusações de abuso sexual?”
“Não, não falei isso.”
“Você se lembra de ter dito à Francine Orosco que iria conseguir muito dinheiro em seu processo contra Michael Jackson?”
“Não, eu não.”
“E você tentou convencê-la a dizer que tinha visto atos de abuso sexual envolvendo você, correto?”
“Não, não fiz isso.”, McManus insistiu.
“Enquanto você trabalhava em Neverland”, Mesereau continuou, “Francine Orosco visitava a sua casa, não é?”
“Talvez uma vez.”
“E você mostrou a ela um quarto de sua casa cheio de relógios, cartazes, óculos de sol, camisetas e outros itens que você tinha pego de Neverland, correto?”
“Não.”
“Você a mostrou cestas cheias de roupas de Michael Jackson pegas de Neverland, certo?”
“Não.”
A ex-empregada de Michael negou ter roubado qualquer coisa dele, com exceção de algumas barras de chocolate do cinema. Quando Mesereau ofereceu um prova de que o júri civil de 1994 descobriu que McManus havia roubado o Sr. Jackson, a ex-empregada admitiu ter um desenho que pertencia à Jackson, e alegou tê-lo encontrado no lixo. Era um desenho que Michael havia feito de Elvis Presley, o qual McManus vendeu para um tablóide pelo preço de mil dólares.
“Você e os outros queixosos daquela ação civil decidiram que iam ao programa Hard Copy vender uma história, correto?” Mesereau perguntou.
“Não que eu me lembro”, ela contou.
Apesar de não querer admitir, McManus foi obrigada a testemunhar que, de fato, conseguiu dinheiro de tabloides, que os cinco ex-funcionários ganharam de programas como Inside Edition e de outros canais de TV – que somavam cerca de 30 mil dólares, dos quais mil foram para ela. Embora tenha tentado minimizar seu envolvimento, McManus não pôde negar que ela e outros empregados de Neverland “possivelmente” tentaram vender histórias adicionais para os tablóides sobre a relação de Michael Jackson e Lisa Marie Presley.
Adrian McManus corou quando foi questionada sobre um contrato que havia assinado com a revista Star para fornecer detalhes sobre o relacionamento de Michael com sua então esposa Lisa Marie. Aparentemente, ela também tinha assinado um contrato com a Splash, uma agência que esse grupo de ex-funcionários haviam contratado para ajudá-los a encontrar outras fontes de mídia que pagassem dinheiro por histórias de Jackson.
Enquanto McManus tentava negar sua participação nos escândalos dos tabloides, Tom Mesereau trouxe recortes de jornais, mostrando ao júri que Adrian McManus fora citada uma edição da revista Star, na qual ela se gabava de ter uma chave para o quarto de Michael. A questão foi manchete nos tabloides: “Os cinco empregados contam tudo: “Bizarros segredos sexuais do quarto de Michael e Lisa Marie”.
“Você se lembra de ser citada em alguns jornais australianos em matérias sobre a vida privada de Michael Jackson?”, perguntou Mesereau.
“Não tenho ideia.”
“A quantos programas de TV você acha que apareceu para dar informações sobre a vida de Michael Jackson?”
“A única coisa que eu me lembro foi, talvez… Acho que fui ao Inside Edition”, contou McManus.
Mudando o assunto, Mesereau queria voltar à questão da deposição que Adrian McManus dera em 1993 sobre Jordie Chandler. Lendo páginas de seu depoimento para refrescar a memória, McManus admitiu que, em 1993, relatou ter visto a mãe de Jordie diversas vezes no quarto de Michael, e também vira Jordie e Michael andando de Jet ski pela propriedade e uma guerra de balão d’água entre os dois e mais algumas crianças. O júri
entendeu o recado: antes de seu caso civil de 1994, Adrian McManus jurou nunca ter visto mais do que Michael de mãos dadas com crianças no rancho.
Enquanto ouviam as “revelações” dos dois ex-empregados, os jurados pensavam sobre o curioso testemunho que ouviram de Jason Francia, o filho de uma antiga empregada de Neverland, que afirmou ter recebido cócegas de Jackson, o que aconteceu três vezes, do lado de fora de sua roupa.
Foi por causa desses incidentes das cócegas, Jason Francia disse ao júri, que decidiu ir para a terapia. Mas Francia não conseguiu falar sobre certas coisas. De acordo com Mesereau, Sneddon realmente estava presente na primeira sessão de terapia do garoto, mas aquilo nunca fora mencionado no tribunal. Sneddon estava muito envolvido na obtenção de provas contra Jackson – era a informação que mais tarde sairia no interrogatório de Mesereau.
Inicialmente, quando Jason Francia tomou seu lugar na cadeira das testemunhas, seu depoimento muito aguardado anteriormente pareceu ser autêntico. Francia disse aos jurados que os “incidentes das cócegas” começaram no início de 1990, alegando que ele ainda sofria ao longo dos outros alegados incidentes.
Francia parecia realmente emocionado, mas depois o júri ficou confuso ao saber que ele (que tinha recebido uma indenização de 2 milhões de dólares) mudou sua história pelo menos uma vez. Na primeira, Francia informou que não fora tocado perto de sua área privada. Outra coisa curiosa que Jason Francia alegou: que não tinha conhecimento dos termos financeiros que sua mãe conseguiu em relação aos alegados “incidentes”.
“Quando você soube que sua mãe recebeu 20 mil dólares para dar uma entrevista ao Hard Copy nos anos 90?”, Mesereau perguntou.
“Acho que foi no domingo passado.”, Francia testemunhou.
“Ok. E creio eu que ela te contou isso…”
“Não.”
“Ela nunca te contou isso?”
“Que ela recebeu 20 mil dólares? Não, ela nunca falou.”, insistiu Francia.
“Antes da semana passada, você sabia que sua mãe tinha sido paga para ir ao programa de televisão Hard Copy?”
“Acho que já assumi isso.”
“Ok. Tudo bem. Agora, você admitiu que, no início da sua primeira entrevista em 1993, você falou que o Sr. Jackson não havia tocado na sua área genital, correto?”, Mesereau perguntou.
“Eu disse isso bem no começo”, admitiu Francia.
“Foi somente depois de ser realmente pressionado pelos xerifes que você começou a dizer qualquer coisa desse tipo, verdade?”
Mas a questão não foi respondida.
Jason Francia tinha sua entrevista à polícia em 1993 gravada em fita, então, Mesereau citou a parte dos xerifes, que pareciam estar forçando Francia a fazer uma acusação.
“Mesmo depois de os xerifes terem dito: “Ele é um molestador. Ele é um cara legal, faz uma música boa… Papo furado! Ele tem muito dinheiro…‟, você ainda afirmava que ele nunca tocara em sua área genital, certo?”, Mesereau perguntou.
“Eu acredito que sim.”, Francia disse ao júri.
“Ok. Você contou aos xerifes, em sua primeira entrevista, que nunca tinha passado a noite com o Sr. Jackson, correto?”
“Eu nunca dormi na cama dele.”, Francia disse.
“Ok. Sem estabelecer qualquer quantia, você sabe se a sua mãe havia recebido algum dinheiro do Sr. Jackson?”
“Ela recebeu, sim.”
“Você sabe quando aproximadamente ela recebeu o dinheiro do acordo?”
“Não.”
“Você sabe se foi antes de vocês [receberem o dinheiro]?”
“Sim. Acho que foi.”
“Agora, na entrevista [com os xerifes], você indicou que sabia que um outro rapaz [Chandler] havia processado o Sr. Jackson, em busca de dinheiro, correto?”, Mesereau perguntou.
“Eu não me lembro.”, Francia disse inexpressivamente.
“Voltando àquele tempo, qual foi a primeira vez que você se lembra de ter descoberto que mais alguém tinha processado o Sr. Jackson à procura de dinheiro?”
“Eu tinha provavelmente 16 anos, porque foi quando o dinheiro começou a ser um problema pra mim.”
O dinheiro era um problema pra Jason Francia. O júri ouviu isso. No entanto, a mídia parecia dar exclusiva atenção à afirmação que Francia deu sobre ainda estar sofrendo danos psicológicos por causa daqueles incidentes das cócegas. A maioria dos repórteres focava as emoções que Francia exibira no tribunal. As notícias não informavam ao público que apenas talvez – era tudo sobre o dinheiro.

Sobre PoemforMJ

Michael ... "Quando olho no dentro dos seus olhos eu sei que é verdade.Deus deve ter gasto um pouco mais de tempo em você!"
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