Livro Man In The Music -Cap 2 – Thriller – AS MÚSICAS – Wanna Be Startin’ Somethin,Baby Be Mine

1.   WANNA BE STARTIN’ SOMETHIN’

(Escrita e composta por Michael Jackson;
produzida e composta por Quincy Jones e Michael Jackson;
ritmo arranjado por Michael Jackson e Quincy Jones.
Vocais guias e backgrounds: Michael Jackson.
Instrumentos de sopro arranjados por Jerry Hey e Michael Jackson.
Trompete flugelhorn: Gary Grant e Jerry Hey.
Saxofone e flauta: Larry Williams.
Trombone: William Reichenbarch.
Vozes de fundo: James Ingram, Becky Lopez, Bunny Hull, Julia Waters, Maxine Waters e Oren Waters.
Baixo: Louis Johnson.
Piano elétrico e sintetizador: Greg Phillinganes. Guitarra: David Williams.
Percussão: Paulinho Da Costa.
Sintetizador: Bill Wolfer e Michael Baddicker)

 

 

Não demorou muito para os ouvintes escutarem praticamente tudo que fez Thriller tão estimulante e irresistível. Um exercício complexo, frenético, despudorado. Uma excêntrica canção de seis minutos, “Wanna Be Startin’ Somethin’” é um começo apropriado para o álbum mais vendido do mundo. Como o próprio Jackson, a canção escapa de fácil caracterização: transformou-se em um eterno dance hit, uma comissão psicológica, uma resoluta crítica social, “um sutil hino do orgulho-negro” e um êxtase de inovação espiritual. O resultado é que o critico musical Mark Anthony Neal tem reclamado isso como “pura forma de genialidade que está em Thriller”. Enquanto essa distinção seja discutível em um álbum que contém “Billie Jean”, não há dúvida de que merece consideração como uma das melhores realizações artísticas de Jackson.

Em 1982, a faixa incomum, certamente feita para uma ousada – e, muitíssimo surpreendente – declaração de abertura. “Quente como Jackson estava depois do grande salto que Off The Wall, de 1970, trouxe para a carreira solo dele, pouco se esperava dele, ainda menos que superasse dramaticamente aquelas alturas, tão rapidamente”, escreveu o critico musical Randy Lewis. “Mas a faixa inicial imediatamente estabeleceu o novo álbum como outro gigante passo à frente, ela se conectou a Off The Wall com um irresistível pulso funk de pista de dança afro-caribenho e um apimentado acento de trompetes de ‘Don’t Stop ‘Til You Get Enough’, então, dispararam para outros patamares com ainda mais vigorosas linhas de baixo e de guitarra, impulsionando os vocais ligeiros dele. Se ‘Off The Wall’ demonstrou que Jackson não era mais um garoto, ‘Startin’ Somethin’’ assinalou a completa maturidade da perspicácia musical dele.”

“Startin’ Somethin’” foi, originalmente, composta durante as sessões de Off The Wall, mas Jackson, inteligentemente, a guardou para Thriller, onde, tanto sonoramente quanto liricamente, se encaixou melhor.
A música começa com três sintetizadores de batidas de tambor, seguidos por uma variedade de hooks em camadas, ritmos, e contra ritmos. Uma vez que a música decola, os sons parecem ricochetear uns aos outros, como uma máquina de pinball, com teclados, tarolas e instrumentos de sopro, completando com os vocais em camadas de Jackson. “É uma música vertiginosa e glamorosa”, escreveu a Newsweek em 1983. “Palmas, toque de trombetas. Um carnaval de erupções de percussão. Guitarras elétricas trepidam como um corpo de tambores africanos falantes. Um suspiro e, em seguida, canta um refrão. Assim vão os primeiros poucos segundos de ‘Wanna Be Startin’ Somethin’, seis minutos de frenesi musical.” Mas os arranjos da canção são tudo, menos sons aleatórios. É uma sinfonia de ritmos habilmente colocada em camadas, que, basicamente, ligou os estilos musicais africanos e ocidentais.

Conectando as diversas matrizes de sons, é uma música idiossincrática, com a qual Jackson gira e contorce como um acrobata vocal. Em um fragmento sugestivo, ele canta a loucura e a histeria da vida moderna: de doenças desconhecidas, colapsos mentais, gravidezes não planejadas, línguas como navalhas e ser comido como um buffet ou um vegetal. Desnecessário dizer que a música estava muito distante do usado clichê de uma típica música pop. Enquanto contém a similar energia e abandono de “Don’t Stop ‘Til You Ge Enough”, o material provocativo era, notavelmente, território novo – e desafiador – para Jackson.

“É alto de mais para saltar/ É baixo de mais para passar por baixo”, Jackson lamenta no refrão. “Você fica preso no meio/ E a dor é tremenda.” A letra sugere que Jackson está ficando cada vez mais inquieto e ansioso com o mundo, o senso de isolação e claustrofobia dele e a incapacidade de encontrar um jeito de sair.

Aproximadamente na marca 4:30 na música, no entanto, Jackson começa a se libertar do aprisionamento, alcançando uma liberdade temporária, pelo menos, através da descomunal energia da música.

“Jackson, aparentemente, convoca os deuses”, observa Mark Anthony Neal, “apresentando um sermão espetáculo, digno dos maiores pregadores negros (‘Levante sua cabeça e grite para o mundo/Eu sei que eu sou alguém e deixe a verdade desabrochar/Ninguém pode ferir você agora, porque você sabe qual é a verdade/ Sim, eu acredito em mim, então, acredite em você’). A música aumenta quando Jackson grita (literalmente sem fôlego) ‘ajude-me a cantar isto’, neste ponto, o legendário backing group os Waters (Julia, Maxine e Oren) gritam ritmicamente, ‘ma ma se, ma ma sa, ma ma coo sa’… Jackson ad-libs por trás dos Waters, quando, de repente, o fundo despenca e os ouvintes são deixados com Jackson (iminente orgasmo), o ainda frenético Waters, uma pontuada linha de seção de instrumentos de sopro (incluindo o veterano trompetista de estúdio, Jerry Hey), um ritmo de palmas digno da tradição Ring Shout.

O culminante canto Swahili, emprestado do saxofonista camaronense, Manu Dibango, deu à música um sabor transcontinental, enquanto, também, demonstra orgulho nas raízes africanas de Jackson (e da música). “Há os… momentos em que a maioria dos ouvintes casuais da música de Jackson continua a perder”, continua Neal. “Para aqueles que leem as características faciais sempre mudando de Jackson como autodesprezo racial, ‘Wanna Be Startin’ Somethin’’ é uma silenciosa réplica de Jackson, quando ele evoca os Orixás de uma forma jamais experimentada na música popular americana.”

Um dos setes Top Ten singles de Thriller,Wanna Be Startin’ Somethin’” alcançou o #5 na Billboard Hot 100 em 1983. Jackson apresentou a música em todas as turnês – sempre como líder – depois da Victory Tour, em 1984.

Ela continua sendo uma das canções mais populares e criticamente aclamadas dele.

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BABY BE MINE

(Escrita e composta por Rod Temperton;
produzida por Quincy Jones,
programação de Sintetizadores por Anthony Marinelli, Brian Banks e Steve Porcaro.
Instrumentos de sopro por Jerry Hey.
Vocais guias e backgrounds: Michael Jackson.
Teclado: Greg Phillinganes.
Sintetizador: Greg Phillinganes, David Paich e Michael Boddicker.
Bateria: Ndugu Chancler.
Guitarra: David Williams.
Saxofone e flauta: Larry Williams.
Trombone: William Reichenback. Trompete e flugehorn: Greg Grant e Jerry Hey)

 

 

A primeira das três canções contribuídas por Rod Temperton, “Baby Be Mine”, diminui o ritmo depois da altamente enérgica abertura, envolvendo os ouvintes na suavidade dela. Reminiscente de “Rock With You”, de Off The Wall, esta subestimada (e sempre negligenciada) canção funk-soul é um testemunho da consistente qualidade do álbum, mesmo no, assim chamado, “conta gotas”. “Imagine se ela não fosse o melhor dos dois não-singles de um artista desconhecido”, escreveu o critico musical Michelangelo Matos. “O doce meio tempo que desliza de “Baby Be Mine” teria, igualmente, borbulhado dentro de uma Top 20 R&B e pegado muitos patins-playes e seria incluída em um recente mix CD, pelos pioneiros DJs europeus e refeita como uma música lenta, pelo menos, três vezes. Nós temos admirado o cantor biônico, o efervescente arranjo de sintetizadores, a batida estalante. Em resumo, ela soaria como o clássico oculto permanente, mesmo à plena vista.

Uma das primeiras faixas a ser gravada para o álbum, “Baby Be Mine” contém um suave sabor disco: o elástico baixo sintetizado dela é acompanhado pelas penetrantes lambidas da guitarra de David Williams e os expansivos trompetes de Jerry Hey.
Ela também tem alguma influência de jazz. Quincy Jones descreveu a melodia como similar ao “estilo linha progressiva de jazz de John Coltrane”.

Tematicamente, contrastando com o êxtase maníaco e ansiedade de “Startin’ Somethin’”, é uma graciosa canção de amor, quando Jackson, gentilmente, oferece as promessas dele a uma garota. “Eu não preciso de nenhum sonho, quando estou ao seu lado”, ele canta. “cada momento me leva ao paraíso”. As frustrações e medos da vida estão, temporariamente, amolecidos pelo calor do amor, quando Jackson confidencia: “Você é tudo que este mundo poderia ser/ A razão por que eu vivo”.

No contexto mais amplo do álbum, materiais mais leves como este é o austero alívio das faixas mais sombrias. Interessantemente, a maioria das músicas que Jackson escreveu caiu na última categoria. Mas o contraste funcionou para grande efeito em Thriller. A perspectiva lateral ilumina o “estado contrário” de Jackson (e dos ouvintes). Permitindo que fantasias e sonhos ocupem o mesmo espaço que pesadelos e medos. Stephen Thomas Erlewine, da All Music Guide, chamou a faixa de “positivamente incandescente, talvez não por que seja familiar, mas mais provavelmente porque é uma obra brilhantemente trabalhada”.

Livro Man In The Music -Cap 2 – Thriller – The Girl Is Mine ,Thriller

Sobre PoemforMJ

Michael ... "Quando olho no dentro dos seus olhos eu sei que é verdade.Deus deve ter gasto um pouco mais de tempo em você!"
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