Livro Man In The Music- Cap 2 – Thriller Human Nature , P.Y.T, The lady in my life

7.                HUMAN NATURE

 (Escrita por John Bettis e Steve Porcaro;
arranjada por David Paich, Steve Lukather e Steve Porcaro.
Produzida por Quincy Jones.
Sintetizadores programados por Steve Porcaro.
Vocais guias e backgrounds por Michael Jackson.
Sintetizador: David Paich.
Bateria: Jeff Porcaro.
Guitarra: Steve Lukather.
Percussão: Paulinho da Costa)

 

 

Michael Jackson uma vez descreveu “Human Nature” como uma “música com asas”. A metáfora foi adequada.
Uma linda balada de sintetizador, “Human Nature” desliza sem esforço por sequencias cintilantes e cenário brilhante. Uma música sobre desejo, juventude e anseio, ela evoca uma cidade vibrante, onde o narrador caminha no crepúsculo entre a realidade e o sonho. O crítico musical David Stubbs descreveu a faixa como “uma coisa de beleza sobrenatural, com os arrepios vocálicos de Jackson despertando um frisson elétrico pela pele da música e o brilho das produções dos anos oitenta provocando um tipo de estático, autoperpetuado, hall de espelhos”. Na revisão de 1982, o New York Times chamou “Human Nature” de a música mais marcante de Thriller: “Ela é uma balada evocativa, pensativa, de Steve Porcaro e John Bettis, como um refrão irresistível, e ela poderia ser um enorme hit.” Mais de vinte anos depois, Eric Henderson, da Slanter, concordou, chamando a faixa de “provavelmente a melhor composição do álbum e, certamente, uma das únicas baladas A/C desta era, que vale a pena lembrar”.

Uma demo anterior da música foi enviada, com um punhado de outras, para Quincy Jones, pelo grupo musical Toto. Jones deixou a fita circulando até que fosse encontrada uma versão instrumental de “Human Nature” (então, sem título), a qual ele adorou imediatamente e trouxe para Jackson. Steve Porcaro tinha composto a demo original, mas ainda faltava um título e a letra. Jones pediu a John Betti para completar a tarefa, o que ele fez magnificamente (Steve Lukather e David Paich, ambos contribuíram para o arranjo). O produto final foi uma balada bela, evocativa, que combinou com a complexa mistura de inocência e sensualidade de Jackon.

A brilhante interpretação vocálica de Jackson, porém, é o que, completamente, realizou a música. “O jeito como a voz dele desaba as notas no refrão é uma aula magistral de apresentação vocálica”, observou J. Edward Keyes “e a suplicante repetição dele de ‘Why? Why? ’, é o som da silenciosa desilusão”. Na verdade, enquanto a música pulsa com a dolorosa intoxicação de possibilidade, “uma rica emenda melancólica” também surge nela. A letra sútil e sugestiva transmite uma ânsia estilo Gatsby. “Olhando para fora/ Através da noite”, Jackson canta, “A cidade pisca um olho insone/Escute a voz dela/ Balança minha janela/ Doce visão sedutora”. Todo o imaginário evoca a magia da noite na cidade. O narrador é tanto observado (através de “olhos elétricos”), quanto observador (“Ela gosta do jeito como eu a fito”), enquanto ele faz o caminho pelas ruas de neon.

Alguém pode imaginar que Jackson desenha a partir da vida pessoal dele, vivendo nos limites protegidos da casa dos pais dele, experimentando a vida noturna de New York, quando estava trabalhando em The Wiz em 1978. Os vocais dele transmitem tanto surpresa quanto uma curiosa indiferença, enquanto ele sonha com a intimidade e conexão que o liberta. “Se esta cidade é apenas uma maçã”, ele diz a si mesmo, “Então, deixe-me dar uma mordida.” Na estrofe final, Jackson demonstra uma das mais sublimes cepas da carreira dele, quando ele solta um grito sem palavras, em falsete.

A lenda do jazz, Miles Davis, reproduziu a música para o álbum dele You’re Under Arrest, de 1985. Ela tem sido sampleada e reproduzida por inúmeros outros artistas, incluindo Boyz II Men, Ne-Yo, John Mayer e SWV. “Human Nature” foi a última música incluída em Thriller, substituindo “Carousel”. Ela alcançou o primeiro lugar nos charts da Billboard Hot 100 em 1983

    Nota da tradutora:
     Samplear uma música significa cortar trechos dela para usar como refrão, introdução, etc., em outra música.
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8.                P.Y.T

(Escrita e arranjada por James Ingram e Quincy Jones;
produzida por Quincy Jones.
Sintetizadores programados por Greg Phillinganes.
Vocais guias e backgrounds por Michael Jackson.
Vocais de fundo adicionais: Howard Hewit e James Ingram.
Backing vocals (P.Y.Ts) Janeth Jackson e LaToya Jackson, Becky Lopez e Bunny Hull.
Codificador de voz: Michael Boddicker.
Bateria: Ndugu Chancler.
Baixo elétrico: Louis Johnson.
Guitarra: Paul Jackson. Jr. Handclaps: Greg Phillinganes, James Ingram, Louis Johnson e Michael Jackson. Teclados [Portasound]: James Ingram)

 

 

Michael Jackson originalmente escreveu uma versão mais lenta e melódica de “P. Y. T.” com Greg Phillinganes (essa versão, eventualmente, foi incluída no Michael Jackson: The Ultimate Collection, em 2004).
Quincy Jones, porém, sentia que o álbum tinha muitas jams lentas e retrabalhou a faixa de Jackson com James Ingram, para dar a ela mais funk e sabor. Interessantemente, apesar de (ou em parte por causa de) a fraseologia datada da música (“ninfeta” “doçura voe”, “tomar você ao máximo”, etc.), “P.Y.T” tem  amadurecido tanto quanto tudo em Thriller.
Um hit Top Ten, em 1983, ela tem, desde então, se tornado uma básica de MJ. Além de ter sido regravada e rearranjada por inúmeros artistas contemporâneos, incluindo Keny West e Monica, ela também tem sido cantada em shows como American idol e é uma das músicas mais baixadas de Jackson no iTunes.

Por que o exercício do “frizzy funk – mundialmente considerado “enrolação” pelos críticos em 1982 – tornou-se um tipo de clássico no vasto catálogo de Jackson? “É tudo sobre o esquilo”, brinca Oliver Wang. “A produção tem um irresistível charme; não é forte como ‘Beat It’ ou habilidosa como ‘Human Nature’, mas aqueles sintetizadores embaralhados e aquelas bacanas linhas de baixo fazem bem o trabalho delas.
Mas apesar do realce robô, ‘P.Y.T.’ se encaixa e, o que sela o acordo, é esta voz aguda de hélio, depois da ponte.”

Se a teoria do * “esquilo” resiste ou não, não há dúvida de que os elementos mais fortes da música são uma grande parte do grande encanto dela. Como os vocais codificados dela (programados por Jackson e James Ingram), os versos frívolos e a cantiga “na na na” (cantado pela irmãs Janet e LaToya), a graça e energia de P.Y. T. são as elásticas linhas de baixo (gravado em um Mini-Moog), enquanto provocantemente encanta e seduz. “O desarranjo em pergunta e reponde, sensual e ofegante, continua a coisa funk mais irada desde ‘Hot Pants’, de James Brown.” A Rolling Stone descreveu-a como “MJ no mais sentimental e mais malicioso dele”.

“P.Y.T.” foi o último single de Thriller lançado e alcançou a décima posição no Billboard Hot 100

Nota da tradutora:

* A “teoria esquilo” é uma maneira jocosa de dizer que tudo é bonito, quando dito com uma voz doce.

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9.                THE LADY IN MY LIFE

(Escrita e composta por Rod Temperton;
produzida por Quincy Jones.
Vocais guia e background por Michael Jackson.
Baixo: Louis Johnson.
Bateria: Jeff Porcaro.
Piano elétrico: Greg Phillinganes.
Guitarra: Paul Jackson Jr.
Sintetizador: David Paich e Steve Porcaro)

 

 

The Lady In My Life” foi uma das únicas músicas de Thriller não lançadas como single. Mas a canção final do álbum não é nada além de preenchimento, revelando uma sutileza e profundidade de emoção que adiciona outra dimensão ao extraordinário álbum. “Lady brilha em razão da clássica simplicidade e nuance artesanal dela”, escreveu o crítico musical Steve Hochman (o silencioso trompete no início não deixa nenhuma dúvida) liderado com um refrão que é quase uma reverência de Stevie Wonder.”

A última das três músicas escritas por Rod Temperton, “Lady” desafiou Jackson em uma maneira similar a “She’s Out Of My Life” de Off The Wall “(Ela) foi uma das faixas mais difíceis de cortar”, Temperton se lembra. “Nós estávamos usando muitas tomadas para pegar um vocal tão perto da perfeição quanto possível, mas Quincy não estava satisfeito com meu trabalho naquela música, mesmo depois de, literalmente, dúzias de takes. Finalmente, ele me levou para um canto, depois de uma sessão, e disse-me que queria que eu implorasse. Foi isso que ele disse. Ele disse que queria que eu voltasse ao estúdio e, literalmente, implorasse a ela.
Então, eu voltei para dentro e eles desligaram o estúdio e a sala de controle, assim eu não poderia me sentir constrangido. Quincy começou a gravar e eu implorei, o resultado é o que você escuta nos grooves.”

A sensação de Sinatra encontra Marvin Gaye de “The Lady In My Life”, provou que Jackson, com apenas vinte e quatro anos de idade, poderia sobressair-se em qualquer gênero, incluindo uma balada clássica, mas cheia de alma. Para estudantes de elaboração, “Lady” serviu como esboço. “O minuto e meio de ad-libs de Jackson poderia ser requisitado a ouvir por qualquer um que precisasse de uma lição da tradição Soul Man”, observou Mark Anthony Neal. “Mesmo aquelas pessoas que estavam cansadas das extravagâncias de Jackson, nos anos seguintes a Thriller, continuaram a dar a ele a chama para o que permanece, ao lado de ‘She’s Out Of My Life’, uma das performances vocálicas mais sofisticadas e cheias de nuances dele.”

 

Livro Man In The Music-Cap 2 – Thriller “Outras Notáveis Canções da Era Thriller”

Sobre PoemforMJ

Michael ... "Quando olho no dentro dos seus olhos eu sei que é verdade.Deus deve ter gasto um pouco mais de tempo em você!"
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