Livro Man In The Music -Cap 5 – HIStory: 2Bad,HIStory

12.         2Bad

(Escrita e composta por Michael Jackson, Jimmy Jam e Terry Lewis.
Vocais líder e background: Michael Jackson.
Teclado e sintetizadores: Jimmy Jam e Terry Lewis)

 

“2Bad” pode, ou não pode, ter sido tencionada como uma sequência de “Bad”, mas certamente ela segue a mesma tradição. Ousada e com experiência de rua, ela é tanto uma provocação (na veia de muito hip-hop) e uma declaração de determinação (“Eu estou de pé, embora você esteja me chutando”). A música começa com um sample da famosa “King of Rock”, de Run DMC, uma faixa que desafia o controle do governo branco sobre a indústria musical. Isso é um hábil gesto que, simultaneamente, mostra respeito por colegas pioneiros na música e faz uma declaração sobre as intenções políticas da canção. Mais uma vez, Jackson não está simplesmente atacando indivíduos, mas antes, instituições e ideologias. Ele se sente alvejado tanto em razão da raça dele quanto pelo status, mas ele não está prestes a cair. Em vez disso, ele chama os vários inimigos dele: “Você está visando apenas a mim”, ele canta: “Você me enoja/ Você tem sede pelo meu sangue”.
Em álbuns passados, Jackson sempre usou mulheres femme fatale (“Dirty Diana”, “Dangerous”, etc.) como símbolo dos medos e desconfianças dele, mas em HIStory isso mudou. As várias ameaças que ele sente – racismo, mentiras da mídia, corrupção governamental, poder corporativo, ganância – estão conectados e onipresentes. “O que você quer de mim?” ele questiona ao inimigo invisível. “O que você quer de mim?/ Estou cansado de você me perseguindo.”

A música contêm elementos de funk, rock, rap e até mesmo um indício de gospel. Jackson estava escutando Sly and the Family Stone (um favorito de muito tempo) e quis incorporar algumas das canções deles à música. É possível escutar a batida de “Thank You (Falettinme Be Mice Elf Agin)” no groove.
Os vocais de Jackson, da mesma forma, são apresentados com entusiasmo sobre bateria intricadamente em camadas (muito da percussão é construída no beatboxing de Jackson). Jackson também ajudou no arranjo dos instrumentos de sopro. “Se você escutar a ponte”, diz o engenheiro assistente Rob Hoffman, “toda a coisa de instrumentos de sopro foi ideia de Michael. Ele teve Jerry Hey vindo, e cantou para ele todas as partes”. Seguindo a ponte de instrumentos de sopro, a estrela de basketball, Shaquille O’ Neal, entra para um animado solo de rap. (Em um excelente remix estilo reggae da música, em Blood on the Dance Floor, por membros do Fugees, John Forte performou os instrumentos de sopro.)

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13.          HISTORY

(Escrita e composta por Michael Jackson, Jimmy Jam e Terry Lewis.
Produzido por Michael Jackson.
Vocais: Michael Jackson.
Vocais backgrounds: Boyz II Men, Andraé e Sandra Crouch e Andraé Crouch Singers Choir.
Orquestração por Pictures at an Exhibition, composta por Modeste Mussorgsky e arranjada por Maurice Ravel. Performada pela Orquestra da Philadelphia conduzida por Eugene Ormandy. S
olo infantil: Leah Frazier)

 

Seguindo “2 Bad”, o ouvinte é, imediatamente, atingido pela triunfante e grandiosa sequencia do épico “Great Gate of Kiev” de Mussorgsky, de Picture at an Exhibition. De uma opinião biográfica, ela parece simbolizar a vitória de Jackson sobre as provações e os adversários dele. Ela é a apropriada companhia musical para a capa do álbum, na qual Jackson é exibido desafiador e imortalizado na forma de uma estátua (“Ele ousa ser reconhecido/ O fogo está profundo nos olhos dele”). Os obstáculos que ele enfrentou, ele parece estar dizendo, apenas o tornaram mais forte e mais poderoso. A resposta dele, contudo, não é para recriminação, ódio ou violência, mas “harmonia em todo o mundo”. É uma clássica utopia de Michael Jackson, na qual todas as injustiças e tragédias da vida são redimidas e curadas pelo poder da música.

“HIStory” é, porém, talvez, o hino mais incomum de Jackson. Enquanto hinos anteriores, como “Heal the World”, foram completamente guiados pela melodia, “HIStory” é mais experimental, justaposições breves, rimando versos chamada-e-resposta (o que lembra o tempo rítmico das obras musicais dos afro-americanos) com um refrão melodicamente mais tradicional. “Não deixe ninguém colocá-lo para baixo/ Continue caminhando no andar superior”, Jackson iria implorar. “Nenhuma força na natureza pode destruir/ Sua vontade de automotivação.” Essas são as palavras de um líder tentando oferecer esperança e força em face das adversidades. Há um ruído subindo morro acima nos versos; quando o refrão chega, parece estar no topo de uma montanha. A suave melodia, com vocais de fundo por Boyz II Men, ressoa com revigorante força.

Apesar da estrutura impressiva dela, porém, a letra pode, às vezes, parecer mais que simplista (“Todo soldado morre em sua glória”, “Todo herói sonha ser cavaleiro”, etc.). Tais linhas são sinceras, ingênuas, irônicas? Ficando ao lado de letras que desacredita “vítimas… abatidas em vão por toda terra” e uma mãe pranteiam o filho morto, alguém teria que assumir que Jackson está, intencionalmente, complicando tais clichês à la “Dulce et Decorum est”, de Wilfred Owen.
Onde hinos tradicionais celebram “conquista” e inerente superioridade, Jackson oferece uma alternativa visão de realização criativa e em fronteiras “harmônicas”. A faculdade auditiva intercalada por toda a faixa inclui tudo, desde um discurso de Martin Luther King Jr. à abertura da Disneyland (para dar alguma ideia da ambição da música, ela tomou mais 192 faixas esparramadas sobre 4 faixas de gravações digitais 3348 48 da Sony para conter todos os diferentes elementos da música.)

No clímax, Jackson ad-libs passionalmente durante o refrão bombástico e um exuberante exercício de piano, estilo Fast Waller. Ela é uma música incrivelmente ambiciosa – essencialmente transacionando a divisão entre as raízes musicas africanas e ocidentais – que não completamente atinge a marca, mas opera algo significativo ao tentar. Em essência, ela é sobre sofrimento, perseverança, e triunfo. Ela é um discurso sobre direitos civis configurados para música.

“HIStory” é, também, notável por ser a música que Jackson escolheu para tocar no website dele, imediatamente depois da absolvição e justificação dele em 2005.

 

Livro Man in the music – Cap 5 – HIStory : Little Susie,Smile

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Michael ... "Quando olho no dentro dos seus olhos eu sei que é verdade.Deus deve ter gasto um pouco mais de tempo em você!"
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