Livro Man In The Music- Cap 3 – Bad- Bad ,The way you make me feel

1.       BAD

(Escrita e composta por Michael Jackson;
produzida por Quincy Jones;
arranjos rítmicos por Michael Jackson; Christopher Currel e Quincy Jones.
Arranjos de instrumentos de sopro por Jerry Hey.
Arranjos vocálicos por Michael Jackson.
Programação de bateria: Douglas Getschal.
Vocais solo e background: Michael Jackson; Hammond B3
Midi órgão solo: Jimmy Smith.
Sintetizador solo: Greg Phillinganes.
Bateria: John Robinson.
Guitarra: David Williams.
Trompetes: Gary Grant e Jerry Hey.
Percussão: Paulinho da Costa. Synclavier Keyboards,
guitarra e rubboard: Christopher Currel
Sintetizadores: John Barnes, Michael Boddicker e Greg Phillinganes)

 

 

O riff de abertura suave, furtivo, de “Bad”, é um dos mais memoráveis grooves dos anos 80. Onde a abertura de Thriller foi sonoramente poderosa e solta, “Bad” é tranquila, sombria. A batida mecânica firme dela serpenteia para frente, implacavelmente, quando Jackson apresenta o desafio provocativo dele. “‘Bad’ não precisa de defesa”, reconheceu Davitt Sigerson, da Rolling Stone, na crítica de 1987. “Jackson revive o ‘Hit the Road’, a progressão e provas de Jack (com uma letra começando com ‘o seu rabo é meu’ e terminando com ‘Quem é mau? ’) que ele pode abalar qualquer um em qualquer tempo.”

A produção e arranjo da faixa são fenomenais, justapondo elegantes sons sintetizados de bateria e harmonias firmes. O tom sombrio da música é conectado pelos vocais agressivos de Jackson. “Seu papo é furado”, ele desafia. “Você não é um homem/ Você joga pedras/ Para esconder suas mãos”. Originalmente concebida para ser um duelo com o rival musical, Prince, a letra de confronto, na verdade, direciona-se para o exterior.

“Quando Jackson declara que o ‘mundo inteiro tinha que responde agora mesmo’”, observou Davitt Sigerson, “ele não está se vangloriando, mas fazendo uma declaração do fato relacionado ao extraordinário estrelato. Se nada, ele está desprezando a autocoroação de inferior funk real e convidando o público inconstante dele a tratá-lo com desprezo, se eles ousam. Não desde o ‘Is it good, ya? ’, do Padrinho Brown, uma pergunta mais retórica tem sido colocada em funk”.

Seguindo um arrojado solo de órgão B3 Midi por Jimmy Smith na ponte, Jackson ad-libs, grunhe e sobe acima do refrão e trompetes, antes de terminar com a famosa ironia “Who’s bad?”.

Enquanto a música é, agora, considerada um clássico no catálogo de Jackson, no entanto, ela experimentou uma significante reação em consequência do lançamento dela em 1987. Essa resposta foi amplamente uma reação ao vídeo musical da canção, um ambicioso curta-metragem de dezessete minutos dirigido pelo aclamado cineasta Martin Scorsese.
O vídeo – baseado na história real de um estudante afro-americano tragicamente morto, Edmund Perry – foi inicialmente filmado na estação de metrô do Brooklyn e apresentou Jackson (vestido em couro preto e fivelas) liderando um grupo de membros de gangue em uma dança impecavelmente coreografada. Enquanto os movimentos de Jackson iriam inspirar infinitas imitações, o conceito do vídeo ficou sob escrutínio.
Alguns argumentaram, baseados, principalmente, na mudança da aparência física dele, que ele estava perdendo contato com as “raízes negras” dele, enquanto outros sentiam que ele simplesmente não entendia os problemas do “mundo real”. “O conceito de Michael do que realmente era mau – no sentido de ‘durão’ e “malandro” – parecia totalmente distorcido e exagerado”, escreveu o biografo Randy Taraborrelli. “[Ele] gritava; ele batia o pé; ele sacudia o dedo; e mexia na virilha. Ele puxou a virilha repetidamente. É isso o que Michael Jackson vê através da janela da janela escura da limusine dele?” defensores de Jackson argumentaram que o vídeo, na verdade, era dirigido a toda esta tensão (o personagem de Jackson, Daryl, banca um estudante de escola preparatória, deslocado, voltando para casa, para ceticismo dos ex-amigos) e que, como a maioria dos musicais, o conceito é intencionalmente “exagerado” ou dramatizado. “O filme é o complexo mais ideológico deste ano”, escreveu o crítico cinematográfico Armond White. “Scorsese trouxe proficiente elaboração da fantasia à moda antiga de Jackson (derivado do West Side Story) sobre gangues… Daryl é a tentativa de Jackson à solidariedade.
Ele levou a história de Edmund Perry ao mundo por identificar-se com isso. Ele vê a sim mesmo como enfrentando as mesmas escolhas como outros homens negros, mas é capaz (sortudo) de transformar a decisão dele em arte… Isso é um filme musical completamente sério, mas estilizado.”
Apesar da reação inicial, o curta-metragem para “Bad” tem envelhecido bem e é agora considerado um dos mais memoráveis e influentes vídeos dele. Em 2009, Armond White o chamou de “O melhor filme pós anos 70 de Scorsese”. Outros têm elogiado a atuação de Jackson como um prelúdio amplamente despercebido. “Isto soará estranho”, o diretor Allen Hughes disse à MTV News, “mas Michael Jackson foi um ator incrível e ninguém sabe disso. Se você olhar para as nuances de The Wiz, quando ele interpretou o espantalho. Ou se você olhar para o curta-metragem que Scorsese dirigiu antes de ‘Bad’, no qual ele está indo confrontar com Wesley Snipes.
Que atuação ele estava fazendo? Oh, meu Deus, isso foi bom. Eu conheço atores e ele era um ator incrível”.

O próprio Scorsese ficou profundamente impressionado pelo talento de Jackson, chamando-o de “extraordinário”. “Quando nós trabalhamos juntos em ‘Bad’”, ele recordou, “eu estava consciente da maestria de movimentos dele, por um lado, e na música, por outro… Foi maravilhoso trabalhar com ele, um absoluto profissional o tempo todo e – desnecessário dizer – um verdadeiro artista.”

Bad se tornou um dos hits número 1 do álbum. A música e o vídeo anunciaram uma nova versão de Jackson, a qual, se alguém gostava ou não, certamente não era uma repetição de Thriller.

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2.        THE WAY YOU MAKE ME FELL

(Escrita e composta por Michael Jackson;
produzida por Quincy Jones.
Programação de bateria: Douglas Getschal.
Programação de sintetizadores: Larry Williams.
Arranjos rítmicos e vocálicos por Michael Jackson.
Instrumentos de sopro arranjados por Jerry Hey.
Vocais solo e backgrounds por Michael Jackson.
Estalo de dedos: Michael Jackson.
Bateria: John Robinson.
Saxofones: Kim Hutchcoft e Larry Willimas.
Trompetes: Gary Grant e Jerry Hey.
Percussão: Olie E. Brown e Paulinho Da Costa.
Sintetizadores: John Barnes, Michael Boddicker e Greg Phillinganes)

 

 

Jackson seguiu “Bad” com uma das faixas de dança mais duráveis no catálogo dele – o supersucesso de alta energia “The Way You Make Me Feel”. Com o característico ritmo misturado, a música salta dos altos falantes. O crítico musical Sam Chennault chamou-a de “estática dance pop que está permanentemente arraigada dentro do jukebox da nossa mente”. Rolling Stone descreveu-a como “quatro minutos e meio de inalterada alegria”. Mais de vinte anos depois de ela se tornar um hit número 1, ela continua sendo uma das músicas mais populares de Jackson, tocada, talvez, ao lado de “Billie Jean”, mais regularmente no rádio que qualquer outra música que ele escreveu.

O ritmo rápido e dançante da faixa foi, na verdade, sugerido a Jackson pela mãe dele. Depois de tentar explicar a música para o filho dela, Michael retrucou: “Eu acho que eu entendo o que você quiser.” Duas semanas depois, ele tinha escrito uma demo para a canção, resultando na primeira e única “colaboração” dele com a mãe. Jackson, subsequentemente, levou a música, originalmente intitulada “Hot Fever” para o Time-A de produtores e engenheiros, que, brilhantemente, ajudou a trazer a energia orgânica e a elasticidade da música. “Ela realmente é uma intensa música dançante”, disse o tecladista Greg Phillinganes. “Eu me lembro do quanto eu me diverti quando estava criando estas partes não convencionais, a linha de baixo, a coisa toda, e observar a expressão no rosto de Michael – ele tinha aquele grande sorriso que significava que você tinha acertado.” Bruce Swedien se lembra de Jackson no estúdio enquanto ele gravava a canção. Em vez de tirar os sons de batidas de pés, giros, estalo de dedos e beatboxing, ele decidiu deixar isso como parte de “todo o cenário sonoro”. “Eu odiaria gravar Michael com o que eu chamaria de abordagem clínica”, ele explicou. “Se eu fosse tentar ter o som de Michael anticipeticamente limpo, eu penso que isso perderia muito do encanto.”

Na verdade, muito do charme da música está em tais idiossincrasias, na espontaneidade crua e desenfreada exclamação de alegria dela – “hee hee”, “whooo” e “gawn girl!” –, que tão perfeitamente encapsula o excitamento e a emoção de estar apaixonado. Esses elementos naturais proveem umas texturas e cores que completa o desenvolvimento mecânico do baixo. “No meio do eletrônico moderno, há uma sabor de antiga soul music, com o groove rolante e harmonias de blues”, observou John Pareles em 1987. Essas características se tornam ainda mais claras em uma versão mais lenta da música, que Jackson, muitas vezes, usou em performances – incluindo a aclamada versão dele no Grammy Awards de 1988 –, a qual permite que as harmonias blues da música construam a sensação e antecipação (Jackson se refere a isso como deixando isto “ferver”), antes de explodir na característica linha de baixo.

“Hey, gatinha, de salto alto”, Jackson canta na abertura. “Você me deixou febril de um jeito que eu nunca me senti antes.” Toda a letra é brincalhona e uma paquera e Jackson a apresenta sem esforço. “Todas as peças da música estão em perfeito lugar”, notou a Rolling Stone, “o grande brass pontuando cada demonstração sentimental de afeto de Jackson”.

Jackson está visualmente processando a música, enquanto, maravilhosamente, complementa a personalidade sonora da faixa.
Dirigido por Joe Pytka (premiado diretor dos icônicos comerciais como “Este É o Seu Cérebro Drogado” e vídeos musicais como o “Free As a Bird” dos Beatles), o curta-metragem de nove minutos apresenta Jackson em uma fumacenta rua urbana, divertidamente perseguindo um interesse amoroso (interpretado pela modelo Tatianna Thumbtzen). A química entre Jackson e Thumbtzen surgiu como verdadeira e autodepreciativa, enquanto ele faz exageradas investidas sexuais e ela o detém, ridicularizando os movimentos e ousadias dele.
Na verdade, a maior parte do vídeo é guiada por uma combinação de humor (começando com a concisa sabedoria e um velho nas ruas: “Você não sabe sobre mulheres, você não tem esse tipo de conhecimento” para a cabeça de Jackson, primeiro, mergulhada dentro de um carro) e tensão sexual (se Bad não deixou isso claro, Jackson não estava recuando na franqueza erótica).
O vídeo também usa, brilhantemente, iluminação, sombras e texturas para estabelecer a sensação e a atmosfera, e acentuar os estelares movimentos de dança de Jackson (a rotina de encerramento do grupo em silhueta é o destaque do vídeo).
Com o memorável imaginário, energia e dança dele, o vídeo musical é um clássico, tanto quanto a própria música. Ambos apresentam Jackson no auge, operando com confiança, charme e vitalidade.

 

Livro Man in the music- Cap 3 – Bad  Speed Demon, Liberian Girl, Just good friends

Sobre PoemforMJ

Michael ... "Quando olho no dentro dos seus olhos eu sei que é verdade.Deus deve ter gasto um pouco mais de tempo em você!"
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