Livro Man In The Music : Cap 3 – Bad Another Part of Me,Man in the mirror

7.      ANOTHER PART OF ME

(Escrita e composta por Michael Jackson;
produzida por Quincy Jones;
Arranjo rítmico e vocálico por Michael Jackson e John Barnes.
Arranjos de instrumentos de sopro por Jerry Hey.
Vocais solo e background: Michael Jackson.
Guitarras: Paul Jackson Jr. E David Williams.
Saxofones: Kim Hutchcroft e Larry Williams.
Trompetes: Gary Grant e Jerry Hey.
Synclavier: Christopher Currell.
Sintetizadores: Rhett Lawrance e John Barnes)

 

 

“Another Part of Me” foi originalmente apresentada na atração filme 4-D de Jackson, Captain EO, na Disneynland. O excêntrico groove dirigido por sintetizador é sobre o poder cósmico da música em trazer paz mundial e harmonia. “Nós estamos assumindo o controle”, Jackson canta, “Nós temos a verdade/ Esta é a missão/ Para ver através”.
Liricamente, é uma sequência de “Can’t You Feel It”, uma sincera, se não simples, mensagem musical que reflete a mitologia do bem versus mal dos filmes de ficção cientifica dos anos oitenta, como Star Wars. Enquanto a letra poderia ter funcionado em um contexto de atração da Tomorrowland, porém, críticos sentiram que a faixa revelava uma messiânica ingenuidade, estilo Reagan, sobre o mundo.
A menos que alguém leia a música como uma sátira do imperialismo Cold-War, há algum mérito para essa crítica. Certamente, muitas das músicas políticas posteriores de Jackson – “Jam”, “They Don’t Care About Us”, etc. – são muito mais sofisticadas e convincentes declarações sociais. Embora Jackson fosse um talentoso compositor, desde o início da carreira solo dele, ele cresceu e amadureceu em muitas áreas e, talvez, em nada mais claramente que nas faixas “socialmente conscientes” dele.

Interessantemente, apesar de “Another Part of Me” ter sido uma das primeiras faixas escritas e gravadas para Bad, ela foi uma das últimas a ser escolhida para inclusão. Jackson se inclinou para o groove mais ousado, estilo blues, “Streewalk” (produzida por Bill Bottrell). Quincy Jones, porém, preferiu “Another Part of Me” e, por fim, convenceu Jackson a mantê-la no álbum. Desde que Bad era, principalmente, um álbum cujo tema era a fantasia, isso fazia algum sentido (porém, “Streetwalker” teria acrescentado ao conceito mais ousado).

Sonoramente, “Another Part of Me” oferece um ritmo tenso, mecânico com afiados instrumentos de sopro e ágeis harmonias. O Los Angeles Times chamou-a uma “heavy riff R&B… [com] uma saudação oportuna à convergência harmônica”.
A música alcançou o #1 nos charts R&B nos Estados Unidos, mas foi o primeiro single de Jackson incapaz de chegar ao top ten na Billboard Hot 100, chegando, no máximo, ao #11.

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7.          MAN IN THE MIRROR

 
(Escrita e composta por Siedah Garrett e Glen Ballard,
produzida por Quincy Jones.
Arranjos rítmicos por Glen Ballard e Quincy Jones.
Arranjos de sintetizador por Glen Ballard, Quincy Jones e Jerry Hey.
Arranjos vocálicos por Andraé Crouch.
Vocais solo e background: Michael Jackson, apresentando Siedah Garrett, o Winans (Carvin, Marvin, Michael e Ronald), e o Coro Andraé Crouch.
Palmas: Ollie E. Brown.
Guitarra: Dan Huff.
Teclado: Stefan Stefanovic.
Sintetizadores: Glen Ballard e Randy Kerber)

 

 

Embora alguns críticos tenham sido lentos em reconhecer a ela o lugar de direito entre as gravações elites da música popular, “Man in the Mirror” destaca-se como clássicos como “Imagine” de John Lennon, “What’s Goin’ On”, de Marvin Gayes, e “Let It Be”, dos Beatles, como um dos maiores hinos sociais de era moderna.
Uma fusão gospel apaixonada, inspirada, que chama por mudança social e individual, ela não é apenas a obra central de Bad, mas também uma das realizações coroadas da carreira de Jackson. A revista Times a chamou de “um dos mais poderosos vocais (dele) e sensível declaração social, sem mencionar o melhor uso de um coro gospel em uma música pop em todos os tempos”. Após a definitiva morte de Jackson, no verão de 2009, foi a “Man in the Mirror” (assim como “Imagine” de John Lennon) que as pessoas mais se voltaram. Mais de vinte anos depois da estreia dela, ela alcançou o #1 no iTunes e outros sites de música em todo o mundo. “Essa, mais que qualquer outra”, observou Paul Lester, “foi a música a qual foi dada um novo sopro de vida através da morte dele, pela demanda do público”.

“Man in the Mirror” foi escrita durante as últimas sessões de Bad. “Siedah [Garrett] e eu a escrevemos para ele diretamente”, recorda Glen Ballard. “Quincy disse ‘Vocês não têm nada para nós? ’ Assim, Siedah escreveu ‘Man in the Mirror’ no sábado à noite, na minha casa, em Encino. Nós não tivemos a chance de enfeitá-la, portanto, eu não sentia que ela tinha uma chance, mas Quincy a tocou para Michael e ele disse: ‘Faça uma faixa’”.

Jackson pegou a música imediatamente; nos ensaios, ele começou a sentir o caminho dele para dentro do ritmo dela, as palavras e o significado, intuitivamente lapidando e modelando-a. “A canção foi este realmente mágico momento e ela tinha tudo a ver com a interpretação vocálica de Michael”, recorda Ballard.
“Nos últimos dois minutos, [ele] começou a fazer estes encantamentos: todos os ‘shamons’ e ‘oohs’. Ele seguiu este caminho por si mesmo. Nós, certamente, não poderíamos ter escrito isso… houve todos aqueles estranhos intervalos nas harmonias vocálicas que tínhamos escrito e Michael entendeu isso totalmente, ele sentia música em essência… Ele era tão cheio de alma e ritmicamente sofisticado… Ele sabia como cantar com perfeição.”

A música começa com uma calma confissão: com mínimo acompanhamento, Jackson estala os dedos dele e canta quase a cappella. “Eu farei uma mudança, de uma vez por todas em minha vida.” “Aqui”, observa Thom Duffy, “as fantasias encontram outro lugar em Bad, dando lugar ao realismo e uma chamada por autorreflexão e ação social”. Gradualmente, com cada verso e refrão, a energia desenvolve, enquanto ele olha para os problemas do mundo e, então, volta para si mesmo. “Eu tenho sido uma vítima/ De um tipo de amor egoísta”, ele canta.

É tempo de eu perceber

Que há pessoas sem casa

Sem um níquel para emprestar

Eu poderia realmente

Fingir que eles não estão sozinhos?

A música apresenta um forte conhecimento da cumplicidade passiva dele – e por extensão, a dos ouvintes – sobre pobreza e do sofrimento de outras pessoas. Por “fingir que eles não estão sozinhos” ou ignorar a realidade deles, ele se sente alienado da própria identidade. O espelho serve, ironicamente, como um reflexo não apenas do eu, mas também da forma como o eu foi distorcido e enganado por equivocados valores culturais. Isso é uma corajosa e oportuna declaração no meio da então chamada * Me Decade da ganância, * solipsism e materialismo.

Na verdade, enquanto alguns críticos têm ridicularizado a música por ser tão intimista (John Pareles do New York Times descreveu-a como “ativismo para eremitas”), essa interpretação parece disposta a ignorar tanto a letra quanto o ponto gospel de chamada e resposta. “Afirmações”, escreveu o crítico cultura Armond White, “são facilmente forradas, mas Jackson, ingenuamente, canta a música como um desafio… [O coro] não está afagando o ouvinte, mas cantando com uma força jubilosa comunal”. O uso do coro, em outras palavras, simboliza solidariedade e ação; a ação, no entanto, primeiro requer uma consciência individual e determinação.

“Ninguém, desde Dylan”, argumentou Davitt Sigerson, da Rolling Stone, “tem escrito um hino de ação comunitária que tem movido tantos como ‘We Are the Wolrd’ de Michael Jackson (e Lionel).
E tais planos grandiosos não podem ter êxito sem o primeiro, privado passo que Jackson descreve aqui”.

Na verdade, Jackson canta sobre desabrigados, pobreza e injustiça; ele canta sobre “sonhos desbotados”; ela canta sobre olhar para o exterior, então, para o interior, daí, para o exterior novamente. Uma vez que vemos as coisas como elas são, uma mudança definitiva é realizada; ele sugere que nós temos a chance de mudar o mundo. Enquanto a música prossegue, a culpa dele (e a dos ouvintes) transforma-se em resolução, convicção e determinação. “Eu estou começando com o homem no espelho”, ele canta, “e eu estou pedindo a ele que mude os seus modos”.

O clímax da música é Jackson no melhor dele: o apaixonado ad-libbing, a chamada e resposta com o brilhante Coro Andraé Crouch, a exultação absorta. “Isso é uma memorável performance dramática”, observou Jay Cocks, do Times “– intensa, direta, e sem adorno, uma das melhores coisas que Jackson já fez”. A intensidade torna-se particularmente forte quando Jackson performa o hino ao vivo. A música parece possui-lo, absolutamente, enquanto ele transmite a energia, urgência e paixão dela.
Na legendária performance dele no Grammy de 1988, no Radio City Music Hall, em Nova Iorque, ele improvisou uma finalização de, aproximadamente, três minutos, que deixou a audiência estupefata. “O homem branco tem que fazer a mudança”, ele cantou, “o homem negro tem que fazer a mudança”. Rolling Stone descreveu isso como uma das mais “maravilhosas performances… Jackson levou a música para a igreja, com uma produção gospel completamente desabrochada, que se sustenta como um dos mais impressionantes exercícios vocálicos dele. [Ele] não ganhou nem um prêmio naquela noite, mas de certa forma, isso foi tão majestoso e definitivo quanto a Motown 25”.

*Me Decade foi um termo usado por um novelista americano para descrever o que a época em que os americanos demonstravam-se egoístas e passivos, voltados para sim próprios.

*Solipsism é uma palavra que vem do Latim e significa que a única realidade que existe é o Eu.

Livro Man in the music-Cap 3 – Bad I Just Can’t Stop Loving You,Dirty Diana

Sobre PoemforMJ

Michael ... "Quando olho no dentro dos seus olhos eu sei que é verdade.Deus deve ter gasto um pouco mais de tempo em você!"
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