Livro Man In The Music-Cap 3 – Bad – I Just Can’t Stop Loving You,Dirty Diana,

8. I JUST CAN’T STOP LOVING YOU

(Escrita e composta por Michael Jackson;
produzida por Quincy Jones.
Vocal em dueto com Siedah Garret.
Baixo: Nathan East.
Bateria: N’dugu Chancler.
Guitarra: Dan Huff.
Percussão: Paulinho Da Costa.
Piano: John Barnes.
Synclavier: Christopher Currell.
Programação de sintetizadores: Steve Porcaro.
Arranjo rítmico por Quincy Jones.
Arranjos de sintetizadores por David Paich e Quincy Jones.
Arranjos vocálicos por Michael Jackson e John Barnes).

 

 

O primeiro single lançado do álbum Bad, “I Just Can’t Stop Loving You”, foi a maior estreia de uma música em 1987. Dentro de semanas, ela alcançou o #1 lugar na Billboard Hot 100, o primeiro de um recorde de cinco músicas do álbum ao chagar ao #1. Enquanto ela foi muito aguardada e bem sucedida entre os ouvintes, porém, foi a mais castigada música do álbum pelos críticos.
Uma grande parte dessas respostas negativas foi devido à posição dela como primeiro single. A reação contra Jackson estava em força total, mesmo antes do álbum Bad sequer ser lançado. Muitos detratores estavam, simplesmente, esperando nos bastidores para atacar a primeira música. Nesse contexto a faixa foi uma estranha escolha para liderar, em termos de declarar o álbum como um todo.
Para críticos, “I Just Can’t Stop Loving You” era uma balada AC segura, sentimental, que não oferecia nenhuma dica sobre a maravilha sonora, como “Smooth Criminal”, ou declarações sociais, como “Man in the Mirror”. Como “The Girl Is Mine” de Thriller, portanto, ela se tornou um alvo fácil – particularmente com a original e ligeiramente estranha introdução falada (essa introdução foi retirada de todas as edições subsequentes).

No entanto, sem a bagagem do contexto inicial dela, “I Just Can’t Stop Loving You” é, na verdade, uma ótima balada pop, comparável a melhor obra de Whitney Houston, Barbara Streisand e Céline Dion. “Caipiras poderiam lamentar… o dueto de Jackson”, escreveu um dos poucos críticos objetivos, em 1987, Davitt Sigerson, da Rolling Stone, “[Mas] sem descender ao musical McCarthyismo e questionar a honra de ninguém que pode colocar defeito no álbum com dedos estalando e tamborilando, é necessário apenas ser perguntado:” Quem, tendo ouvido a música, pelo mesmo, duas vezes, pode falhar em lembrar o refrão?”.

A música foi originalmente intentada como um dueto com Barbara Streisand. Quando ela recusou, o lugar foi oferecido a Witney Houston, que passou também. Quincy Jones decidiu, então, alistar a jovem cantora R&B protegida (coautora de “Man in the Mirror”), Siedah Garrett, que não foi informada do novo papel dela até o dia da gravação. A química vocálica, no entanto, foi natural, e a música tornou-se uma das mais resistentes baladas de Jackson.

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9.                DIRTY DIANA

 
(Escrita e composta por Michael Jackson,
produzida por Quincy Jones.
Arranjos rítmicos por Michael Jackson, John Barnes, e Jerry Hey.
Arranjos de sintetizadores por Michael Jackson, Quincy Jones e John Barnes.
Arranjo de cordas por Jhon Barnes.
Arranjos vocálicos por Michael Jackson.
Programação de bateria: Douglas Getschal.
Vocais solo e background e clave clapstick: por Michael Jackson.
Solo de guitarra: Steve Stevens. Bateria: John Robinson.
Guitarra: Paul Jackson Jr. e David Williams.
Synclavier: Christopher Currell.
Synclavier sintetizações: Denny Jaeger.
Sintetizadores: John Barnes, Michael Boddicker e Randy Waldman)

 

 

Com “Dirty Dina”, Jackson está de volta em território cinematográfico. Desde os efeitos do som de abertura, a sensação é tensa, envolvente, dramática. O vídeo musical (dirigido Joe Pytka) perfeitamente captura o drama da música, enquanto Jackson, cantando para uma audiência ao vivo, olha ansiosamente para o lado do palco, onde uma mulher é vista, em silhueta, saltando de uma limusine. É uma música sobre culpa, fama e sedução.

Jackson queria uma música no álbum com um bem afiado sentimento rock, algo que daria à música um entalhe superior a “Beat It”.
Para esse fim, ele alistou o serviço do ex-guitarrista do Billy Idol, Steve Stevens, quem apresentou um solo de guitarra muito expressivo. Ele e Quincy Jones também decidiram adicionar barulho de multidão para dar à faixa um sentimento vivo, cru, enquanto o arranjo de cordas de John Barnes forneceu a atmosfera.
Tudo isso cria o palco perfeito para a narrativa tensa de Jackson, a qual Quincy Jones descreveu como uma versão atualizada de “Killing Me Softly” (uma música que Jones produziu).

Como aquele clássico e “Billie Jean”, de Michael Jackson, “Dirty Diana” é uma música sobre uma predadora “groupie”. Ao contrário de como é em “Billie Jean”, o personagem de Jackson não está mais negando interesse e culpabilidade. Em vez disso, em detalhes vívidos, ele pinta uma imagem de uma mulher “que espera às portas dos bastidores por aquele que tem prestígio”, e um homem que está tanto intrigando quanto temeroso.
A música é estruturada como um dramático diálogo de sedução e racionalização. O personagem de Jackson é casado, o que aumenta ainda mais a tensão situacional. Quando Diana diz: “Eu odeio dormir sozinha/Por que você não vem para casa comigo”, Jackson responde que sua “amada está em casa/Ela provavelmente está preocupada esta noite/Eu não liguei para/ Dizer que eu estou bem”.

Jackson executa o intencional conflito da tentação com perfeição, capturando a frustação, culpa, excitamento, raiva, e dor de uma infiel.
A sexualidade da música é, de longe, a mais explicita dele, à data; mas como todas as melhores composições de Jackson sobre relacionamentos, a história é sutil e sugestiva o bastante para permanecer aberta à interpretação.

Sonoramente, a música foi um solavanco para aqueles que estavam esperando a melódica R&B de Off The Wall ou, mais ainda, de Thriller. No vertiginoso clímax dela, Jackson repetidamente grita, “Come on!” enquanto o solo de guitarra de Steve Stevens ecoa com abandono entre lasers e fãs gritando. “Dirty Diana” tornou-se o quinto single do álbum a alcançar o #1 no Billboard Hot 100.

Sobre PoemforMJ

Michael ... "Quando olho no dentro dos seus olhos eu sei que é verdade.Deus deve ter gasto um pouco mais de tempo em você!"
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