Livro Man In The Music -Cap 4 – Dangerous – Gone To Soon,Dangerous

13.         GONE TO SOON 

(Música de Larry Grossman, letra de Buz Kohan.
Produzida por Michael Jackson; coproduzida por Bruce Swedien.
Gravada e mixada por Bruce Swedien.
Vocal solo: Michael Jackson.
Orquestra arranjada e conduzida por Marty Paich.
Prelúdio composto, arranjado e conduzido por Marty Paich.
Arranjo rítmico por David Paich. Teclados: David Paich.
Sintetizadores: David Paich, Steve Porcaro e Michael Boddicker.
Baixo: Abranh Laboriel.
Percussão: Paulinho Da Costa)

 

Depois da morte de Michael Jackson, essa tranquila balada foi, de repente, infundida com novos significados. A original inspiração dela foi Ryan White, um adolescente americano de Kokomo, Indiana, que foi diagnosticado com HIV/AIDS, em 1984, quando ele tinha apenas treze anos de idade. White era frequentemente provocado e ameaçado na escola, e quando as ameaças se tornaram violência, a família dele foi forçada a deixar a cidade natal dela. White, subsequentemente, tornou-se um porta-voz para educação sobre AIDS (AIDS era profundamente incompreendida e temida naquela época.)

Jackson se tornou amigo de Ryan White em 1989. Nos anos finais da curta vida de White, os dois passaram muitos dias juntos em Neverland, formando um laço e amizade profundos. “Ele não se importava sobre a raça que você era, qual cor você era, qual era sua deficiência, qual era sua doença”, recordou a mãe de White, Jeanne. “Michael simplesmente amava todas as crianças.”

White morreu em 1990, exatamente antes da graduação escolar. “Gone Too Soon” e o vídeo que a acompanha, uma montagem da vida de White, foi um tributo de Jackson à vida e à causa dele.

Um dos mais sentimentais vocais de Jackson, essa canção simples (escrita por Buz Kohan), em uma sequencia de metáforas, transmite a fragilidade e transcendência da vida. “Nascido para divertir, para inspirar, para encantar/Aqui, um dia/ Foi-se, uma noite.” “Alguém pode nunca escolher esquecer quanto ódio mordaz foi vomitado contra os pacientes de AIDS no auge da transmissão do vírus”, escreveu Jason King. “Jackson lançou o tributo dele em um momento nos anos 90, quando, eu não posso lembrar muitos, se algum, artista do hip-hop desejava falar ou discutir sobre AIDS publicamente. ‘Gone Too Soon’ pode ter sido sentimental, mas era autentica, foi tenra e terrivelmente comovente, uma genuína expressão da paixão e cuidado de Jackson por uma pessoa jovem que tinha sido vitimada.”

Jackson dedicou a música à Princesa Diana, depois da trágica morte dela em 1997. Usher apresentou a música no memorial de Jackson em 2009.

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14.        DANGEROUS

(Escrita e composta por Michael Jackson, Bill Bottrell e Teddy Riley.
Produzida por Teddy Riley e Michael Jackson.
Gravada por Jean-Marie Harvat, Bruce Swedien, Teddy Riley e Thom Russo.
Mixada por Bruce Swedien e Teddy Riley.
Arranjo rítmico por Teddy Riley.
Arranjo de sintetizadores por Teddy Riley.
Arranjo de vocais por Michael Jackson.
Vocais solo e background: Michael Jackson.
Sintetizadores: Teddy Riley, Brad Buxer e Rhett Lawrence)

O álbum fecha com o new jack funk industrial de “Dangerous”, uma das mais resistentes, e mais impressionantemente, faixas dançantes produzidas de Jackson. Ela foi também usada para uma das mais memoráveis performances ao vivo dele , em 1995, no MTV Music Awards.

Jackson gravou a primeira versão com Bill Bottrell (um mix da era Bad, conduzida por teclado, que pode ser ouvida no Michael Jackson: The Ultimate Collection), mas o cantor sentiu que alago estava faltando. Não tinha a sensação áspera ou contemporânea que ele estava tentando alcançar. Ele, subsequentemente, decidiu trabalhar nela com Teddy Riley. “Eu disse a Michael”, recorda Riley, “Eu gosto de Billy. Eu gosto da produção dele e tudo sobre ele. Mas este é o seu álbum, Michael. Se este é o tom certo, eu posso usar o que você tem no seu canto. Deixe-me mudar todo este fundo e colocar o novo soalho nele. ’ Ele disse ‘Tente isso. Eu suponho que nós temos que usar o que nós adoramos. ’ E nós fizemos. Eu estava muito certo de que se ninguém mais tivesse vindo com uma ‘Dangerous’ melhor, [Michael] teria usado aquela. Portanto, não é sobre mim ou Billy [Bottrell]; é sobre a música. Eu sempre digo que a música é a estrela.”

Da parte dele, Bottrell concordou: “Eu nunca me senti em competição com Teddy e quando MJ sugeriu que Teddy fizesse uma versão, eu não tive problema com isso. Hey, isso é sobre escrever. A versão de Teddy agita e soa como os anos 90, enquanto a minha era locada nos anos 80”.

Na verdade, em retrospecto, ambas as versões da música são excelentes, mas a de Riley fez mais sentido para o som do ábum. Riley deu a música um “tenso ritmo mecânico”, em contraste com a produção mais espaçada e “taciturna” de Bottrell. O resultado é uma música que soa como se tivesse sido criada nas profundezas de uma fornalha: a abertura brilhantemente constrói tensão, quando a batida melancólica gradualmente aumenta de intensidade até a batida golpear. Os sons de fábrica são a sonora inspiração para o centro industrial da capa do álbum.

O tema da música é um básico de Michael Jackson: desconfiança e intriga sobre uma mulher sedutora (“A garota era persuasiva/ A garota eu não poderia confiar”). Em muitas das melhores canções de Jackson, ele é posicionado nessa tensão. “Fundo na escuridão de uma paixão insana”, ele canta, “eu me sentia tomado por um estranho desejo inumano”. Ele está intrigado por muitas possibilidades representadas na mulher; mas ele também teme a repercussão e tenta se conter (“Eu tenho que orar a Deus/Porque eu sei como/Desejo pode cegar”). Talvez isso seja a força disciplinadora da educação religiosa. Mas Jackson está claramente dividido, simultaneamente atacando e se entregando ao “perigo”.

Os versos são narrados em um quase sussurro, como se um segredo estivesse sendo transmitido ao ouvinte.  Na progressão, Jackson confessa a vulnerabilidade e a confusão dele, admitindo “Eu nunca soube, mas eu estava/ caminhando na linha.” Ele percebe que ele está em uma situação precária: ele não pode se esconder nem se isolar da vida ou aproveitar a chance e arriscar ser explorado e magoado. A tensão dessa situação é construída até o refrão explodir uma palavra definidora: perigosa.

É uma maneira legal, circular, de terminar o álbum. Jackson poderia ter finalizado na nota alta, transcendente, de “Will Be There” ou “Keep the Faith”, mas em vez disso, escolhe retornar à sinistra incerteza e ambiguidade da primeira faixa, “Jam”. A implicação é que vida, para Jackson, poderia conter vislumbres de alívio, até mesmo êxtase; mas o mundo real de doenças e ansiedade nunca é removido por muito tempo; o “perigo” está sempre invadindo, ameaçando a paz dele. A faixa título representa esse perigo em forma de mulher, mas para Jackson isso parece mais sobre negociar o destino dele em um mundo que ele teme.

Livro Man in the music – Cap 4 – Dangerous: “Outras Notáveis Canções da Era Dangerous”

Sobre PoemforMJ

Michael ... "Quando olho no dentro dos seus olhos eu sei que é verdade.Deus deve ter gasto um pouco mais de tempo em você!"
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