Livro Man in the music – Capítulo 7 – Invincible AS MÚSICAS : Unbreakable, Heartbreaker

1.                UNBREAKABLE

(Escrita e composta por Michael Jackson, Rodney Jerkins, Fred Jerkins III, LaShawn Daniels, Nara Payne e Robert Smith, produzida por Michael Jackson e Rodney Jerkins.
Gravada por Stuart Brawley. Edição digital por Stuart Brawley e Paul Foley.
Mixada por Bruce Swedien, Rodney Jerkins e Stuart Brawley.
Vocal líder: Michael Jackson.
Vocais backgrounds adicionais: Brandy.
Rap performando por The Notorious B.I.G.
Todos os instrumentos musicais tocados por Michael Jackson e Rodney Jerkins)

 

“Unbreakable” introduz o som do Michael Jackson do novo milênio. Como nas incursões sonoras Techno-industriais dele (“Dangerous”, “Scream”), a faixa começa com um prelúdio de sons de máquinas, quase como se a música estivesse descobrindo como se criar sozinha. Tematicamente, ela correlata perfeitamente com a identidade híbrida apresentada na capa do álbum: a atitude criativa é consumida pela combinação de biologia e tecnologia, orgânico e digital, humano e máquina.

Jackson permitiu que esta abertura tensa fosse construída com o que soa como um motor em marcha lenta, um grunhido de animal, uma vibração se aproximando, antes de a música explodir em um inesquecível gancho conduzido pelo piano. O efeito é impressionante. Para um artista que esteve à margem por seis anos, isso era uma grande declaração de abertura. “A música é, sem dúvida, o destaque do álbum”, escreveu o crítico musical Nikki Tranter em uma avalição de 2001. Jackson considerava a faixa uma das favoritas dele no álbum e pressionou para que ela fosse o primeiro single e curta-metragem. (“You Rock My World” foi, por fim, considerada mais apropriada para as rádios, pela Sony).

A decisão de dispensar a música como single de abertura foi, talvez, devido à franqueza dela. Enquanto a maior parte de Invincible lida com “amor e relacionamentos”, “Unbreakable” é uma corajosa declaração de desafio. “Enquanto vocês me enterram debaixo da terra, todos vocês sentem dor”, Jackson provoca em um verso. “Eu estou firme rindo, enquanto emergindo.”

De algumas maneiras, a música é, também, uma mensagem para ele mesmo, uma convocação de confidência e força em face às adversidades. Como ele explicou para Anthony DeCurtis em uma entrevista simulchat: “Eu fui ao inferno e voltei. Eu tenho, para ser honesto, e ainda sou capaz de fazer o que eu faço e nada pode me deter. Ninguém pode me deter, não importa o quê. Eu paro quando eu estiver pronto para parar. Você sabe e, uhn, eu estou apenas dizendo [em “Unbreakable”], você sabe, eu continuarei seguindo em frente não importa o quê.”

O recorrente gancho de piano-baixo transmite bem essa determinação e perseverança. Durando mais que seis minutos, “Unbreakable” pulsa uma persistente batida que quase empurra através dos alto-falantes, enquanto os vocais staccatos de Jackson ressoam nas letras. “Unbreakable é tão impressionante”, escreveu Robert Hilburn, “este habilidoso estéreo retalhista poderia usar isso para demonstrar as maravilhas do último sistema de som deles”.

Por volta da marca 3:50, The Notorious B.I.G faz uma aparição póstuma, oferecendo um suave solo de rap, antes de Jackson fechar a música com clássica forma improvisada. A música envia uma mensagem clara: Michael Jackson está de volta. Como uma avaliação colocou: “Ele não vai deixar a coroa pop dele para trás sem uma briga.”

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12                HEARTBREAKER

(Escrita e composta por Michael Jackson, Rodney Jerkins, Fred Jerkins III, LaShawn Daniels, Mischke e Norman Greg. Produzida por Michael Jackon e Rodney Jerkins.
Programação musical por Michael Jackson e Rodney Jerkins.
Gravada por Bruce Swedien e Stuart Brawley e Fabian Marasciullo.
Rap gravado por Bob Brawn. Mixada por Bruce Swedien, Rodeny Jerkins e Stuart Brawley.
Vocal guia: Michael Jackson.
Rap performando por Fats.
Vocais backgorunds: Michael Jackson, Mischke, LaShawn Daniels e Nora Payne)

 

Com as batidas e sons dela, que ricocheteiam amplamente, “Heartbreaker” soa como o trabalho de um cientista louco no estúdio. Rober Hilburn, do Los Angeles Times, descreveu-a como uma “maravilha sonora”, que leva o artista para dentro de “desafiador território novo”. Mesmo Jon Pareles do, New Your Times, notoriamente crítico de Jackson, reconhecia a “percussão genial” dele em faixa rítmicas como “Heartbreaker”: “[Ele] começa o canto dele com grunhidos, suspiros e gritos… contra uma faixa rítmica de barulhos eletrônicos que trepidam e crepitam como alegres buzinas de caminhão em uma rodovia”.

Como com os álbuns anteriores, essa inovação sonora foi ativamente empurrada por Jackson. “Um monte de sons no álbum não são sons de teclado”, ele explicou, “[eles] são, você sabe, basicamente, programados dentro de máquinas. Nós saímos e fazemos nosso próprio som. Nós damos tapas em coisas, nós batemos em coisas, portanto, ninguém pode duplicar o que fizemos. Nós as fizemos com nossas próprias mãos, nós descobrimos coisa e nós criamos coisas. E isso é a cosia mais importante, para ser pioneiro. Ser um inovador”.

“Heartbreaker” é um claro exemplo dessa inovação, mixando techno, pop, hip-hop e funk (ela, também, apresenta o renomado beatboxing de Jackson) para alcançar algo que os “ouvidos não têm escutado”. NME a descreveu como “um groove ativo, percussivo, com um refrão compulsivo repetitivo, mas um clássico altivo [Jackson] de meados dos anos oitenta”.

Liricamente, “Heartbreaker” continua uma bem estabelecida alegria de Jackson. É uma música de sedução e amor rejeitado. “Ela fala os versos que podem controlar minha mente”, ele canta. É uma obsessão temática que começou como “Heartbrek Hotel” e continua em faixas como “Billie Jean”, “Dirty Dina” e “Dangerous”. Para Jackson há uma perpétua desconfiança, até mesmo medo, de certo tipo de mulher (ou, pelo menos, o que ela representa). Há, também, é claro, a persistente tentação e fascinação.

Jackson se sai melhor construindo tensão e pintando uma história em anteriores faixas de sedução. As realizações de “Heartbreaker” residem, principalmente, na inventividade sonora dela. “Eu encontro beleza extraordinária em músicas [tão] rápidas”, escreveu Frank Cogan, do Village Voice. “Ele e Rodney Jerkins… puxa em fuzzes e buzinas e zumbidos – agudeza do techno – ressonâncias truncadas, pequenas notas de baixo, grasnido… Eu não sei se é uma beleza com a qual irei me importar.
A beleza em álbuns anteriores de Michael Jackson me encontrou. Mas algumas vezes, isso leva tempo: eu levei meses em Bad antes de eu, de repente, sentir isso, quando ele canta: ‘Ele entrou no apartamento dela/Ele deixou duas manchas de sangue no carpete’ –, mas uma vez que eu senti, muito do álbum pareceu hábil, perspicaz e triste.”

 

Nota da tradutora:

Fuzzes, ou fuzz, são pedais usados na produção de sons.

 

Livro Man In The Music -Cap 7 – Invincible : Privacy,Don’t walk away

Sobre PoemforMJ

Michael ... "Quando olho no dentro dos seus olhos eu sei que é verdade.Deus deve ter gasto um pouco mais de tempo em você!"
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