Livro Moonwalk A autobiografia de Michael Jackson cap 2: A TERRA PROMETIDA – 4/4

Bill Cosby de-nos as regras do amor e baseball

Bill Cosby de-nos as regras do amor e baseball

Eu não trocaria minhas memórias daqueles dias com meus irmãos por nada. Desejo muitas vezes poder reviver aqueles dias.
Nós éramos como os sete anões: cada um de nós era diferente, cada um tinha sua própria personalidade. Jackie era o atleta e o escrupuloso. Tito era o forte, figura do pai compassivo. Ele era totalmente dedicado aos carros e amava colocá-los juntos e separá-los. Jermaine era um que era próximo quando eu estava crescendo.
Ele era divertido e calmo, e estava constantemente brincando. Era Jermaine que colocava todos aqueles baldes de água fria na porta de nossos quartos de hotel.
Marlon era e é uma das mais determinadas pessoas que eu já conheci. Ele também era um real piadista e brincalhão.  Ele costumava ser um que estava sempre em problemas nos primeiros dias porque ele esquecia um passo ou esquecia uma nota, mas que estava longe de acontecer mais tarde.

A diversidade de personalidade de meus irmãos e a proximidade que nós sentíamos foi o que me manteve durante esses dias exaustivos de constantes turnês. Todos ajudavam todos. Jackie e Tito nos impediam de ir longe demais com nossas brincadeiras. Eles pareciam ter-nos sob controle e, assim, Jermaine e Marlon gritavam: “Vamos fazer loucuras!!”

Eu realmente sinto falta daquilo. Nos primeiros dias estávamos todo o tempo juntos. Íamos a parque de diversões e montávamos a cavalo ou assistíamos filmes. Fazíamos tudo juntos. Logo que alguém dizia, “Estou indo nadar, ” nós todos gritávamos, “Eu também!”

A separação de meus irmãos começou muito mais tarde, quando eles começaram a se casar, uma compreensível mudança ocorreu com cada um deles tornando-se próximo a sua esposa e criando suas próprias unidades familiares. Uma parte de mim queria que permanecêssemos como éramos – irmãos que eram também melhores amigos – mas mudança é inevitável e sempre boa em um sentido ou outro. Ainda amávamos a companhia um do outro. Ainda tínhamos um grande tempo quando estávamos juntos, mas os vários caminhos que nossas vidas tomaram não nos permitiram a liberdade para desfrutar da companhia um do outro como gostaríamos.

Naqueles dias de turnês com o Jackson Five, eu sempre compartilhei um quarto com Jermaine. Ele e eu éramos próximos, tanto dentro como fora do palco, e compartilhamos muitos dos mesmos interesses. Visto que Jermaine era também o irmão mais intrigado com as meninas que queriam chegar até ele, ele e eu ficaríamos no prejuízo na estrada.

Eu penso que nosso pai decidiu cedo que tinha que manter um olhar mais vigilante em nós do que em nossos outros irmãos. Ele normalmente pegaria um quarto próximo ao nosso, o que significa que ele poderia vir nos checar a qualquer hora através de portas conectadas. Eu realmente desprezei esse arranjo, não somente porque ele podia monitorar nosso comportamento, mas também porque ele usava fazer as piores coisas para nós. Jermaine e eu estávamos dormindo, exaustos depois de um show, e meu pai trazia um monte de garotas dentro do quarto; nós acordávamos e elas permaneciam lá, olhando para nós, rindo.

Porque o show business e minha carreira eram minha vida, o grande esforço pessoal que tive de enfrentar durante aqueles anos de adolescência, não envolve os estúdios de gravações ou minhas performance no palco. Naqueles dias, o maior desafio era ali no meu espelho. Em grande medida, minha identidade como uma pessoa estava amarrada a minha identidade como uma celebridade.

Minha aparência começou realmente a mudar quando eu tinha uns quatorze anos. Cresci um pouco na altura. Pessoas que não me conheciam entravam em uma sala na expectativa de serem introduzidas ao pequeno e bonito Michael Jackson e andavam em direção a mim. Eu diria: “Sou Michael,” e eles olhavam duvidosos. Michael era uma pequena criança bonitinha; Eu era um desengonçado adolescente que estava alcançando um metro e setenta e sete. Eu não era a pessoa que eles esperavam ou mesmo queriam ver. Adolescência já é difícil, mas imagine tendo suas próprias inseguranças naturais sobre as mudanças que seu corpo está passando intensificado pelas reações de outros. Eles pareciam tão surpresos que eu pudesse mudar, que meu corpo estava passando a mesma mudança natural que todo mundo passa.

Foi difícil. Todo mundo havia me chamado bonitinho por um longo tempo, mas juntamente com todas as outras mudanças, minha pele eclodiu em um terrível caso de acne. Eu olhava no espelho uma manhã e era como, “OH NÃO!” Eu parecia ter uma espinha por cada glândula sebácea. E quanto mais eu estava preocupado por isto, pior era. Eu não percebi isso na época, mas minha dieta de alimentos de gorduras processadas não queriam ajudar.

Eu me tornei subconscientemente marcado por esta experiência com minha pele. Fiquei muito tímido e me tornei envergonhado de conhecer pessoas porque minha pele estava tão ruim. Parecia que quanto mais eu olhava no espelho, pior as espinhas estavam. Minha aparência começou me deprimir.
Então eu sei que um caso de acne pode ter um efeito devastador na pessoa. O efeito em mim foi tão ruim que atrapalhou minha personalidade como um todo. Eu não podia olhar as pessoas quando conversava com elas. Eu olhava para baixo, ou para longe. Eu sentia que não tinha nada para me orgulhar e nem mesmo queria sair. Não fazia nada.

Meu irmão Marlon estava coberto por espinhas e ele não se importava, mas eu não queria ver ninguém e não queria que ninguém visse minha pele naquela situação. Isso faz você pensar sobre o que faz de nós ser o que somos, que dois irmãos poderiam ser tão diferentes.

Eu ainda tinha nossos discos de sucesso de que podia me orgulhar, e uma vez que pisava no palco, eu não pensava em mais nada. Toda aquela preocupação ia embora.

Mas, uma vez que eu saía do palco, lá estava aquele espelho no rosto novamente.

Eventualmente as coisas mudaram. Eu comecei a me sentir diferente sobre a minha condição. Aprendi a mudar como eu penso e aprendi a me sentir melhor sobre mim mesmo. Mais importante, eu mudei minha dieta. Aquela era a chave.

No outono de 1971 eu gravei meu primeiro disco solo, “Got To Be There.” Foi maravilhoso trabalhar naquele disco e ele se transformou em um dos meus favoritos. Foi ideia de Berry Gordy que eu deveria fazer um disco solo e assim me tornei uma das primeiras pessoas do grupo da Motown que realmente dar o passo. Berry disse também pensar que eu deveria gravar meu próprio álbum. Anos mais tarde, quando gravei, percebi que ele estava certo.

Havia um pequeno conflito durante aquela era que era típico dos desafios que eu passei como como um jovem cantor. Quando você é jovem e tem ideias, as pessoas frequentemente pensam que você está somente sendo infantil e bobo. Nós estávamos em turnê em 1972, o ano em que “Got To Be There” tornou-se um grande sucesso.
Uma noite eu disse ao nosso gerente de estrada, “Antes de eu cantar aquela música, deixe-me sair do palco e colocar aquele pequeno chapéu que eu usei para a capa do álbum. Se o público me ver usando aquele chapéu, eles ficarão loucos.”

Ele pensou que era a ideia mais ridícula que ele já tinha ouvido. Eu não tive permissão para fazer isso porque eu era jovem e eles todos pensaram que era uma ideia idiota. Não muito tempo depois daquele incidente, Donny Osmond começou a usar um chapéu muito semelhante por todo o país e as pessoas amaram aquilo. Eu me sentia bem a respeito dos meus instintos; eu pensei que deveria trabalhar isso.
Tinha visto Marvin Gaye usar um chapéu quando ele cantou “Let’s Get It On,”. As pessoas sabiam o que estava por vir quando Marvin colocava aquele chapéu. Aquilo acrescentava encantamento  e comunicava alguma coisa para o público que permitia que eles se tornassem mais envolvidos com o show.

Eu já era um fã devoto de filme e animação quando o show de desenho  “The Jackson Five” começou a aparecer nas manhãs de sábado na rede de televisão em 1971. Diana Ross tinha aprimorado minha valorização dos desenhos animados quando me ensinou a desenhar, mas ao me transformar em um personagem me impulsionou a me entregar a um amor total ao tipo de desenho animado da qual Walt Disney havia sido o pioneiro. Eu tenho tanta admiração por Sr. Disney e o que ele realizou com a ajuda de tantos artistas talentosos. Quando penso sobre a alegria que ele e sua companhia tem trazido para milhões de crianças – e adultos – em todo o mundo, sinto um enorme respeito.

Eu amava estar em um desenho animado. Era tão divertido levantar no sábado de manhã para assistir desenhos animados e esperar para ver nós mesmos na tela. Era como uma fantasia tornando realidade para todos nós.

Meu primeiro real envolvimento com filmes veio quando eu cantei a pequena canção para o filme Ben em 1972.

Ben significou muito para mim. Nada tinha me animado tanto quanto ir para o estúdio colocar minha voz no filme. Eu tive um grande momento. Mais tarde, quando o filme saiu, eu fui para o cinema e esperei até o final quando os créditos se iluminaram e diziam,  ” ‘Ben’ cantada por Michael Jackson.” Eu realmente fiquei impressionado por aquilo. Eu amava a música e amava a história. Na realidade, a história era muito como E.T.  Era sobre um garoto que fez amizade com um rato.
Pessoas não entendiam o amor do garoto por esta pequena criatura. Ele estava morrendo de alguma doença e seu único verdadeiro amigo era Ben, o líder dos ratos da cidade onde eles viviam. Muitas pessoas pensaram que o filme era um pouco estranho, mas eu não era um deles. A música foi a número um e ainda é uma das minhas favoritas. Eu sempre tive amor pelos animais e gostei de ler sobre eles e de ver filmes em que eles aparecem.

 

Livro Moonwalk – A autobiografia de Michael Jackson- cap 3: MÁQUINA DE DANÇA – 1/4

Sobre PoemforMJ

Michael ... "Quando olho no dentro dos seus olhos eu sei que é verdade.Deus deve ter gasto um pouco mais de tempo em você!"
Esse post foi publicado em LIVRO MOONWALK: A AUTOBIOGRAFIA DE MICHAEL JACKSON e marcado , , , , , . Guardar link permanente.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s